CPI do Crime Organizado: Contarato diz que Galípolo confirmou presença na sessão desta quarta (8)
Presidente da comissão informou que Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, ainda não sinalizou se irá ao Senado

Felipe Moraes
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), informou nesta terça-feira (7) que o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, confirmou presença na sessão desta quarta (8). O congressista também afirmou que, até o momento, Roberto Campos Neto, ex-presidente da autoridade monetária, não sinalizou se irá à reunião de amanhã.
A CPI espera esclarecer, com os depoimentos de Galípolo e Campos Neto, a atuação da autarquia na liquidação do Banco Master, instituição do empresário Daniel Vorcaro alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) e de investigação da Polícia Federal (PF) na operação Compliance Zero por suspeita de fraudes bilionárias no sistema financeiro.

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), é autor do requerimento de convocação de Campos Neto, que comandou o BC de 2019, quando assumiu a presidência após indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a janeiro de 2025.
O convite a Galípolo partiu de requerimento do senador Eduardo Girão (Novo-CE). Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o atual chefe do BC preside a autarquia desde janeiro do ano passado. A liquidação do Master ocorreu em 18 de novembro de 2025, mesmo dia da primeira fase da força-tarefa Compliance Zero.
Prorrogação da CPI
Vieira afirmou na sessão desta terça, já encerrada depois de oitiva do secretário Nacional de Políticas Penais (Senappen), André de Albuquerque Garcia, que vai se reunir na tarde de hoje com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para tratar da prorrogação da CPI por mais 60 dias.
Sem a extensão, a comissão deve encerrar atividades em 14 de abril, após 120 dias de funcionamento. O relator protocolou nessa segunda (6) requerimento com assinaturas de 28 senadores, número superior ao necessário para que solicitação tramite.
Em entrevista ontem ao SBT News, afirmou que "não é preciso que o Alcolumbre autorize, nem que faça leitura em plenário". "Basta publicar e a CPI é prorrogada", completou. O parlamentar apontou possível "preocupação" do presidente do Senado "com o contexto político, ano eleitoral, essas coisas todas". Mas argumentou que o pedido de prorrogação é de 60 dias, o que, segundo ele, não afetaria o pleito.
"O prazo que estamos pedindo é curto. Considerando a gravidade, é pouco, mas evita contaminar o período eleitoral. Encerraríamos no início de junho, com análise adequada e sem prejuízo maior."









