Política

Vieira se reúne neste terça-feira (7) com Alcolumbre para discutir prorrogação da CPI do Crime

Encontro será realizado nesta tarde; sem extensão, a comissão será encerrada na próxima terça-feira (14)

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O senador Alessandro Vieira | Waldemir Barreto/Agência Senado
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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, disse nesta terça-feira (7) que vai se reunir ainda hoje com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para discutir a prorrogação dos trabalhos da comissão. O encontro está marcado para as 14h.

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Sem a extensão, as atividades da CPI no Senado devem terminar em 14 de abril, após 120 dias de funcionamento. Vieira pede mais 60 dias de audiências. Segundo ele, esse prazo mais curto visa a reduzir as preocupações de Alcolumbre sobre o possível conflito com o processo eleitoral.

"Se for encerrada na próxima semana, será com relatório completo, atribuindo responsabilidades e apresentando indiciamentos. Ninguém veio pra brincar em Brasília", afirmou o relator na abertura da sessão de hoje.

Vieira protocolou na segunda-feira (6) o pedido de prorrogação da comissão. O requerimento conta com apoio de 28 senadores, número superior ao necessário para que solicitação tramite. “Não é preciso que o Alcolumbre autorize, nem que faça leitura em plenário. Basta publicar o pedido e a CPI é prorrogada”, disse o senador ontem.

Na sessão de hoje, Vieira também criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restringiu o compartilhamento de dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O senador afirmou que Moraes está constrangendo o órgão para que ele não entregue os relatórios.

"O que tem de tão grave que tem de esconder? São os voos nos aviões do Vorcaro? Os contratos multimilionários? Não dá mais pra esconder, a imprensa mostrou, a CPI comprovou", declarou Vieira sobre reportagem da Folha de S.Paulo que afirma que o ministro viajou em aeronaves ligadas ao ex-dono do Banco Master.

O relator lamentou ainda o que ele chamou de "reiteração de decisões do Supremo esvaziando CPIs". Ele se referiu à decisão do ministro André Mendonça que desobriga a presença do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, na reunião de hoje na CPI do Crime Organizado.

O presidente do colegiado, o senador Fabiano Contarato (PT-ES), também criticou a decisão de Mendonça e a classificou como uma "afronta à população brasileira". Ele disse que respeita a medida, mas afirmou que a advocacia do Senado está recorrendo. "A gente aprova oitiva de testemunha, o Supremo invalida. A gente aprova convocação, o Supremo invalida", reclamou.

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