Rope jump: Justiça torna réus acusados por morte em salto
Quatro denunciados passam a responder por homicídio com dolo eventual após jovem de 21 anos morrer ao ser lançada de ponte sem corda de segurança em SP

Maria Eduarda, de 21 anos, morreu após ser arremessada sem estar presa à corda de segurança | Reprodução
A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e tornou réus os quatro investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior paulista.
A jovem morreu após ser arremessada de uma ponte sem estar presa à corda de segurança, no início de junho.
Foram denunciados por homicídio com dolo eventual — quando o investigado assume o risco de produzir o resultado — os instrutores Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Luis Felipe Feliciano Egoroff, responsáveis pela execução do salto, além de Evelyne dos Santos Gonçalves, responsável pela organização do evento.
Segundo a denúncia, os três instrutores responsáveis pelo salto tinham pleno conhecimento dos riscos envolvidos na prática do rope jump, mas deixaram de adotar procedimentos básicos de segurança. Entre as falhas apontadas pelo Ministério Público estão a ausência da conferência da conexão da corda e a falta da chamada dupla checagem dos equipamentos antes do salto.
Os promotores afirmam, ainda, que não havia uma definição clara das funções exercidas por cada integrante da equipe, o que teria contribuído diretamente para a sucessão de erros que culminou na morte da jovem.
Já Evelyne, que também teve a prisão temporária convertida em preventiva, foi denunciada pelo mesmo crime, mas por omissão imprópria, sob o entendimento de que ocupava a posição de garantidora da segurança dos participantes da atividade.
Para o MPSP, mesmo tendo o dever legal de evitar o resultado, ela deixou de adotar medidas indispensáveis para assegurar a integridade dos clientes, permitindo que a operação ocorresse sem protocolos mínimos de segurança.
MP aponta exploração irregular da atividade
Na denúncia, o Ministério Público também sustenta que o grupo explorava comercialmente o rope jump sem cumprir todas as exigências legais e operacionais previstas para esse tipo de atividade de aventura.
Os promotores afirmam que os envolvidos priorizavam interesses econômicos em detrimento da segurança dos participantes, criando um ambiente de elevado risco. A ação penal seguirá agora para a fase de instrução, quando serão colhidos os depoimentos das testemunhas e os réus serão interrogados antes do julgamento.













