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Perto do fim do ultimato ao Irã, Trump analisa proposta para estender prazo

Limite imposto para a reabertura do Estreito de Ormuz se encerra às 21h; ataques iranianos a países do Golfo se intensificaram ao longo do dia

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Donald Trump na Casa Branca | 2/3/2026/Reuters/Jonathan Ernst
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai responder em breve a uma proposta feita pelo Paquistão para estender em duas semanas o prazo imposto ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta terça-feira (7). A proposta foi encaminhada às partes pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador.

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Trump deu ao Irã um prazo até às 21h de Brasília para acabar com o bloqueio ao petróleo do Golfo ou os EUA destruirão todas as pontes e usinas de energia, marcando uma escalada significativa no conflito iniciado no fim de fevereiro. Em postagem na rede social Truth Social pela manhã, o presidente norte-americano enfatizou que, caso não haja um acordo, "uma civilização inteira morrerá esta noite para nunca mais ser ressuscitada".

Na ONU, o embaixador iraniano, Amir Saeid Iravani, afirmou que as ameaças eram “profundamente irresponsáveis” e constituiam "incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio".

À Fox News, o republicano disse no fim da tarde desta terça (7) que estava em "negociações acaloradas" em busca de uma solução, mas não entrou em detalhes sobre os termos. Fontes paquistanesas, porém, mostraram otimismo com a possibilidade de se chegar a um acordo antes do ultimato.

O premiê do Paquistão disse que os esforços diplomáticos para resolver a guerra pacificamente estavam "progredindo de forma constante, forte e poderosa, com o potencial de levar a resultados substanciais em um futuro próximo".

As negociações foram abaladas após os ataques de Teerã às instalações industriais da Arábia Saudita. O país persa intensificou seus ataques durante a noite, atingindo um complexo petroquímico. Os sauditas tem um acordo de defesa mútuo com o Paquistão – ou seja, se entrarem formalmente na guerra, necessariamente arrastarão Islamabad junto.

Também foram alvos de drones e mísseis países do Golfo com bases militares norte-americanas, como Catar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.

Já os Estados Unidos e Israel voltaram a atacar a ilha de Kharg, no Irã. A ilha serve como principal terminal de exportação de petróleo do Irã desde a década de 1960, quando suas instalações foram construídas com a participação de empresas petrolíferas dos Estados Unidos.

Desde então, o país expandiu e modernizou sua infraestrutura ao longo das décadas. Hoje, o petróleo bruto embarcado a partir de Kharg constitui a base da receita do governo iraniano. O local fica a cerca de 25 km da costa do Irã e a menos de 700 km a noroeste do Estreito de Ormuz.

Nesta terça, o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) rejeitou uma resolução que previa o uso da força no Estreito de Ormuz. A proposta do Bahrein foi vetada por Rússia e China.

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