Política

Alcolumbre cria mais um privilégio a senadores e deputados: trânsito exclusivo de acesso ao Congresso

Principal entrada de Câmara e Senado passa a impedir definitivamente entrada de veículos comuns, inclusive de aplicativos

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Ranier Bragon
Decisão de Alcolumbre permite apenas carros credenciados na “chapelaria”, principal porta de entrada do Congresso | Foto: SBT News

Decisão de Alcolumbre permite apenas carros credenciados na “chapelaria”, principal porta de entrada do Congresso | Foto: SBT News

A chamada “chapelaria”, principal porta de entrada do Congresso Nacional em Brasília, passou desde segunda-feira (23), de forma definitiva, a barrar o trânsito de veículos comuns, inclusive carros de aplicativo.

Por decisão do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), só podem chegar ao local veículos oficias de senadores, de atendimento a deputados ou credenciados pela Polícia Legislativa.

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O mais novo privilégio a parlamentares leva visitantes, assessores sem veículos credenciados e demais interessados em ir ao local a ter que desembarcar na chamada Alameda dos Estados e seguir o percurso de cerca de 250 metros a pé. Ou desembarcar em alguns dos anexos de Câmara ou Senado.

A Polícia Legislativa instalou inclusive uma tenda na Alameda dos Estados para barrar a entrada de veículos não autorizados.

O Senado afirmou que a decisão de Alcolumbre atendeu a uma demanda da Polícia Legislativa, que defendeu o corredor exclusivo para parlamentares alegando questões de segurança.

A Câmara, comandada por Hugo Motta (Republicanos-PB), concordou com a medida de Alcolumbre.

Em notas divulgadas no fim da tarde desta quarta, Câmara e Senado disseram que a decisão foi tomada em conjunto e visa priorizar a segurança institucional.

“O objetivo da medida é otimizar o fluxo de trânsito e aumentar a segurança no local”, disse o Senado, acrescentando a entrada de visitantes será feita exclusivamente pelas portarias do Anexo I e Anexo II da Casa.

“A decisão é fruto de estudos e avaliações técnicas das administrações da Câmara e do Senado que, por motivo de segurança, são sigilosos”, disse a Câmara.

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