Ranier Bragon
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Coluna do Ranier

Ranier Bragon trabalhou na Folha de S.Paulo por 26 anos, onde foi um dos autores de reportagens que revelaram a evolução patrimonial da família Bolsonaro, o caso Wal do Açaí, as candidaturas laranjas e a fraude das transferências de títulos de eleitores.

Política

Parte do Centrão diz ver chance zero de impeachment de Toffoli apesar de ofensiva bolsonarista

Ministro do STF teve apoio de Solidariedade, União Brasil e PP, mas partido de Ciro Nogueira abrigou divergência pública

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) | Foto: reprodução/STF
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Apesar da divergência pública no PP sobre a nota de apoio ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli, integrantes do centrão dizem ver, por ora, chance zero de movimento concreto em favor do impeachment contra o magistrado.

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Nos bastidores, congressistas dizem avaliar não haver como conduzir um inédito processo de destituição baseado no caso Master sem atingir o coração do Congresso.

Além disso, afirmam, uma punição desse quilate a Toffoli abriria caminho para que Alexandre de Moraes e outros ministros entrassem na mira, o que não seria de interesse nem de Lula, nem da bancada governista.

A federação União Progressista (PP-União Brasil), que representa a maior força política do Congresso, assinou nota de desagravo a Toffoli por meio dos presidentes nacionais dos dois partidos, Ciro Nogueira (PI), e Antonio Rueda.

Segundo a nota, a federação "reitera sua confiança na integridade do ministro Dias Toffoli" e diz que "narrativas" que visam atingi-lo representam ataques aos pilares do sistema democrático.

Ex-ministra de Jair Bolsonaro e atual líder da bancada no Senado, Tereza Cristina (PP-MS) foi às redes sociais dizer que a nota não conta com o respaldo da bancada. Sua posição foi corroborada por outros 4 dos 8 senadores do PP.

Cabe ao Senado processar e julgar eventuais pedidos de impedimento de ministros do STF. 

Até o momento, porém, não há indicação de que a cúpula da Casa, comandada por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pretenda pautar qualquer iniciativa nesse sentido.

A maior pressão pública pelo impeachment de Toffoli parte por ora da bancada bolsonarista, que está organizando protestos de rua nesse sentido para o dia 1º de março. Essa movimentação tem adesão de senadores de alas mais independentes.

Dias Toffoli era o relator do caso Master no STF e foi autor de uma sequência de decisões inusuais durante a investigação. Em um desfecho inédito na história da corte, ele acabou forçado a se retirar do caso após vir à tona relatório da Polícia Federal que aponta ligações suas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco.

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