Parte do Centrão diz ver chance zero de impeachment de Toffoli apesar de ofensiva bolsonarista
Ministro do STF teve apoio de Solidariedade, União Brasil e PP, mas partido de Ciro Nogueira abrigou divergência pública

Apesar da divergência pública no PP sobre a nota de apoio ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli, integrantes do centrão dizem ver, por ora, chance zero de movimento concreto em favor do impeachment contra o magistrado.
Nos bastidores, congressistas dizem avaliar não haver como conduzir um inédito processo de destituição baseado no caso Master sem atingir o coração do Congresso.
Além disso, afirmam, uma punição desse quilate a Toffoli abriria caminho para que Alexandre de Moraes e outros ministros entrassem na mira, o que não seria de interesse nem de Lula, nem da bancada governista.
A federação União Progressista (PP-União Brasil), que representa a maior força política do Congresso, assinou nota de desagravo a Toffoli por meio dos presidentes nacionais dos dois partidos, Ciro Nogueira (PI), e Antonio Rueda.
Segundo a nota, a federação "reitera sua confiança na integridade do ministro Dias Toffoli" e diz que "narrativas" que visam atingi-lo representam ataques aos pilares do sistema democrático.
Ex-ministra de Jair Bolsonaro e atual líder da bancada no Senado, Tereza Cristina (PP-MS) foi às redes sociais dizer que a nota não conta com o respaldo da bancada. Sua posição foi corroborada por outros 4 dos 8 senadores do PP.
Cabe ao Senado processar e julgar eventuais pedidos de impedimento de ministros do STF.
Até o momento, porém, não há indicação de que a cúpula da Casa, comandada por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pretenda pautar qualquer iniciativa nesse sentido.
A maior pressão pública pelo impeachment de Toffoli parte por ora da bancada bolsonarista, que está organizando protestos de rua nesse sentido para o dia 1º de março. Essa movimentação tem adesão de senadores de alas mais independentes.
Dias Toffoli era o relator do caso Master no STF e foi autor de uma sequência de decisões inusuais durante a investigação. Em um desfecho inédito na história da corte, ele acabou forçado a se retirar do caso após vir à tona relatório da Polícia Federal que aponta ligações suas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco.









































