'Torço para que a boa química se fortaleça', diz Alckmin sobre encontro de Lula com Trump
Vice-presidente defende diálogo entre Brasil e Estados Unidos e vê encontro como oportunidade para avançar em temas econômicos e comerciais


Vicklin Moraes
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta segunda-feira (4) que espera que o próximo encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja pautado pelo diálogo.
Em entrevista coletiva em São Paulo, Alckmin disse ainda esperar que a “química” entre os dois líderes se fortaleça no encontro, que está previsto para ocorrer ainda nesta semana, em Washington.
Segundo o vice-presidente, a reunião será estratégica, sobretudo porque os Estados Unidos são o principal investidor no Brasil.
Alckmin também criticou medidas tarifárias adotadas por Washington. “A questão tarifária sempre defendemos que tenha uma relação melhor. Aquele tarifaço não fazia sentido, porque os Estados Unidos têm déficit na balança comercial com muitos países, mas não têm com o Brasil”, afirmou.
Ele destacou ainda que há espaço para negociação em áreas como big techs, terras raras e minerais estratégicos. “Há oportunidades de investimentos recíprocos, como o programa para atração de data centers”, disse.
O vice-presidente também lamentou a rejeição, pelo Senado Federal do Brasil, da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, a decisão é negativa para o funcionamento da Corte.
Questionado sobre um possível novo nome a ser indicado por Lula, Alckmin disse acreditar que o presidente está definindo um possível nome, mas não deu detalhes sobre a possibilidade de uma nova indicação antes das eleições.








