Justiça

Após inconsistências, PGR entra em delação de Maurício Camisotti e irá refazer acordo com PF

Empresário foi preso em operação da PF que investiga fraudes em descontos associativos irregulares

Imagem da noticia Após inconsistências, PGR entra em delação de Maurício Camisotti e irá refazer acordo com PF
Empresário Maurício Camisotti foi preso em operação da PF que investiga suspeita de fraudes em descontos associativos irregulares | Reprodução/Redes sociais
,
• Atualizado em

A delação do empresário Maurício Camisotti, sobre a fraude no INSS, será refeita pela Procuradoria Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF). A informação foi repassada por fontes do caso ao SBT News.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A PF, que firmou a delação, identificou inconsistências na versão apresentada pelo empresário, que está preso desde o fim de 2025. De acordo com fontes do processo, a PF pediu o reinício das tratativas.

Em fevereiro, a PGR já havia reclamado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a delação não teria validade jurídica se firmada apenas pela PF.

Em novo andamento do processo, PF e PGR decidiram refazer a delação juntas, em que tanto investigadores da polícia quanto procuradores irão participar dos depoimentos.

A devolução da colaboração foi solicitada pela Polícia Federal na última semana. A PGR concordou com o pedido, e André Mendonça determinou a entrega dos documentos para a PF.

A corporação usou como argumento a necessidade de fazer ajustes na delação. A principal mudança é a inclusão da PGR, que agora poderá discutir em conjunto com a PF os termos da colaboração ---como os benefícios que devem ser concedidos a Camisotti.

Como o SBT News revelou, Camisotti se comprometeu no acordo assinado com a PF a devolver R$ 400 milhões.

Camisotti é empresário da área da saúde. Ele controlava entidades que faturaram mais de R$ 1 bilhão com as fraudes. Não há expectativa de prazo para que a delação seja concluída. Depois de ser refeita, o material ainda precisa ser validado pelo ministro André Mendonça.

Últimas Notícias