Alcolumbre deve rejeitar convite de Lula para evento no Planalto, dizem aliados
Edson Fachin (STF) e Hugo Motta (Câmara) vão participar de cerimônia contra feminicídio; chefe do Senado vê Lula prolongar crise

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou a aliados que não deve participar da cerimônia alusiva aos 100 dias do Pacto Nacional contra o Feminicídio, no Palácio do Planalto, marcada para quarta-feira (20).
Ele deve ser o único chefe de Poder a faltar ao evento. Os presidentse da Câmara, Hugo Motta, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, informaram ao Planalto que vão prestigiar a cerimônia.
A assessoria de Alcolumbre diz que ele ainda não definiu se aceitará o convite. Dois aliados do senador, porém, destacam que a ausência se dá em razão da piora na relação entre o presidente Lula e Alcolumbre.
O chefe do Senado reclamou com aliados da insistência de Lula na indicação de Jorge Messias para a vaga aberta para o Supremo e viu na articulação do petista uma declaração de rompimento.
Os sinais do Planalto foram dúbios, segundo os interlocutores do presidente do Senado.
Ele recebeu os ministros José Mucio Monteiro (Defesa) e José Guimarães (Relações Institucionais) nos dias seguintes à derrota de Messias. Nas conversas, os ministros defenderam a retomada das relações e sugeriram um encontro entre Alcolumbre e Lula.
O presidente do Senado chegou a sinalizar que aceitaria encontrar o presidente. A conversa, porém, não tem data marcada.
Quando o cenário parecia caminhar para um armistício, Alcolumbre viu na insistência de Lula por Messias um recuo do petista.
O encontro dos dois na posse de Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em que apenas se cumprimentaram protocolarmente, também foi compreendido como um sinal de que a relação segue longe de um acerto.




















































