Cade terá mais um presidente interino por falta de acordo entre governo e Congresso
Diogo Thomson será empossado após o fim do mandato de Gustavo Augusto, em 11 de abril

A falta de acordo entre governo e Congresso sobre indicações para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) levará o órgão antitruste a ter seu segundo presidente interino, ou seja, que assume o cargo de maneira provisória pela falta de uma designação formal para o posto.
Em 11 de abril, o atual presidente interino, Gustavo Augusto, deixará o Cade com o fim de seu mandato como conselheiro e será substituído por Diogo Thomson, a ser alçado ao comando por ser o integrante mais antigo do tribunal.
Com isso, o Cade terá três de suas sete vagas abertas: a de presidente e duas de conselheiros. A composição de quatro conselheiros é a limite para o funcionamento do colegiado que analisa, entre outros assuntos, fusões e aquisições de empresas no país.
Ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), o conselheiro José Levi cogita renunciar ao cargo, mas tem sido pressionado a permanecer até que o governo indique ao Senado novas figuras para o Cade. Com menos de quatro titulares, o órgão não poderia analisar qualquer operação e ficaria paralisado.
No Planalto, o assunto é tratado como secundário. O foco, agora, é aprovar a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Depois, indicar diretores para as duas vagas abertas no Banco Central.
Só após essas duas etapas deve haver as discussões sobre as fileiras do Cade junto ao Senado, responsável pelas sabatinas e aprovações. De acordo com auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a situação pode mudar se houver uma paralisia no órgão, em caso de renúncia de José Levi.








































































































