PT promove curso para militância fazer disputa nas redes com bolsonaristas
Em ano eleitoral, projeto “Porta-Vozes do Lula” tenta superar dificuldade do partido em debates no ambiente digital

Em meio à dificuldade da esquerda em enfrentar o engajamento digital dos bolsonaristas, o PT lançou um curso para embasar seus militantes para a disputa política nas redes durante as eleições deste ano. Influencers também serão convidados a integrar a estratégia.
Batizado de “Porta-vozes do Lula”, o projeto vai orientar petistas e simpatizantes a como produzir conteúdo para a internet, fazer a defesa do governo e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a como usar o WhatsApp como ferramenta de disputa política.
O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, diz que é preciso “qualificar” os apoiadores do partido “em tempos em que a verdade é por vezes superada pela velocidade”. “Precisamos levar a força da militância petista das ruas para as redes e combater o expediente bolsonarista da desinformação e manipulação”, declarou à coluna.
A primeira oficina ocorreu nesta quarta-feira (22), em Brasília, e foi voltada a dirigentes e simpatizantes do PT. Além de Éden, o coordenador de redes sociais de mobilização da pré-campanha de Lula, Paulo Okamotto, e a diretora do Instituto Lula, Ana Flávia Marx, comandaram a formação.
A nova ofensiva digital do PT vai ao encontro da preocupação de lideranças com o acirramento da corrida eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, aparece tecnicamente empatado com Lula na maioria das pesquisas de intenção de voto.
Nos bastidores, expoentes do partido avaliam que o Palácio do Planalto não tem obtido sucesso na chamada disputa da narrativa com o bolsonarismo e tem “levado a culpa” até em assuntos que antes considerava méritos.
Um exemplo citado é o caso Master. O governo culpa a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central — durante o mandato de Jair Bolsonaro (PL) — pela fraude financeira, sob o argumento de que o Master conseguiu alvará de funcionamento em 2019. A oposição, por sua vez, costuma destacar a relação de Vorcaro com o PT da Bahia e a reunião fora da agenda do ex-banqueiro com o presidente Lula.
A preocupação do governo com os desdobramentos eleitorais do caso Master é amparada em pesquisas. Levantamento AtlasIntel publicado em março mostrou que 43% da população vê o governo federal “totalmente envolvido” no escândalo. O Congresso Nacional é visto da mesma forma por 45% dos entrevistados e o STF, por 47%.






















































































































