Ibovespa recua e dólar volta a ficar abaixo de R$ 5 ao cair mais de 1%
Forte queda dos papéis da Vale (VALE3), que cederam 2%, impediu um avanço do índice


Exame.com
O Ibovespa encerrou as negociações desta segunda-feira(18) em leve queda. O principal índice acionário da B3 recuou 0,17%, aos 176.975 pontos, em uma sessão marcada pela volatilidade nos mercados globais, pela repercussão de indicadores econômicos no Brasil e pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Já o dólar à vista voltou a ficar abaixo dos R$ 5, com recuo de 1,37%, cotado a R$ 4,998.
Na ponta positiva do Ibovespa, as ações da Braskem (BRKM5), que chegaram a liderar as perdas do dia, viraram para alta e encerraram com avanço de 1,64%. O maior ganho da sessão ficou com a Copasa (CSMG3), que subiu 3,48%, seguida por Hapvida (HAPV3), com valorização de 3,05%.
Entre as cinco maiores altas do índice também ficaram as petroleiras Brava Energia (BRAV3), Petrobras (PETR3) e PetroRecôncavo (RECV3), que avançaram mais de 2%, acompanhando a disparada dos preços do petróleo no mercado internacional.
A Petrobras, mais cedo, chegou a pressionar o Ibovespa para baixo, mas a recuperação dos papéis ajudaram a limitar as perdas. Mas a forte queda dos papéis da Vale (VALE3), que cederam 2%, impediu um avanço do índice.
Petróleo sobe após Trump ameaçar o Irã
As petroleiras avançaram, acompanhando os contratos futuros da commodity, que voltaram a subir forte diante do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent para julho fechou em alta de 2,59%, a US$ 112,10, enquanto o WTI avançou 3,33%, a US$ 104,38.
O movimento ocorreu após novas declarações do presidente americano Donald Trump pressionando Teerã por um acordo e afirmando que “o tempo está se esgotando”.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, Trump chegou a desistir de um ataque militar ao Irã que estaria previsto para ocorrer nesta terça-feira, 19, após pedidos de líderes do Oriente Médio. Apesar disso, o presidente americano afirmou que os EUA seguem preparados para uma ofensiva “a qualquer momento” caso não haja avanço nas negociações.
No campo negativo da bolsa brasileira, os destaques ficaram com CSN Mineração (CMIN3), que despencou 9,32%, e CSN (CSNA3), com queda de 4,21%.
No mercado de câmbio, o dólar passou por forte correção após a alta registrada na última sexta-feira.
Investidores reduziram posições defensivas depois que a nova pesquisa Datafolha mostrou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026, sem deterioração relevante da candidatura do senador após a repercussão do episódio envolvendo Daniel Vorcaro.
Além do cenário doméstico, a moeda americana também perdeu força no exterior. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, recuou 0,29%, aos 98,995 pontos. O euro avançou 0,33%, para US$ 1,1654, enquanto a libra subiu 0,82%, para US$ 1,3433.
Na agenda econômica brasileira, investidores seguiram repercutindo os dados mais fracos da atividade econômica. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, registrou queda de 0,7% em março na comparação com fevereiro, acima do esperado pelo mercado.
O resultado reforçou a percepção de desaceleração da economia e ajudou a aliviar a curva de juros futuros ao longo do pregão. Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central mostrou a décima revisão consecutiva para cima das projeções de inflação de 2026, com estimativa para o IPCA agora em 4,92%. Já a expectativa para a taxa Selic ao fim deste ano subiu para 13,25%.
Bolsas em NY fecham mistas
Em Wall Street, os índices à vista abriram a sessão de segunda-feira operando perto da estabilidade, com o mercado em modo de espera após uma semana de recordes e o forte tombo sofrido na última sexta-feira, 15. No fechamento, porém, apenas o Dow Jones manteve alta, ao subir 0,32%, aos 49.686,12 pontos.
Por outro lado, o S&P500 caiu 0,07%, para 7.403,05 pontos, e o Nasdaq recuou 0,51%, para 26.090,73 pontos.









