Política

Joaquim Barbosa não atacará "lado A ou B”, diz presidente do DC

João Caldas afirma que ex-ministro do STF tem “viabilidade política” e defende candidatura voltada à harmonia institucional

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Basília Rodrigues , Amanda Klein, Vicklin Moraes
18/05/2026, 21:34 • Atualizado em 18/05/2026, 21:34
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O presidente nacional do Democracia Cristã, João Caldas, defendeu nesta segunda-feira (18) o nome do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência. Em entrevista ao SBT News, Caldas afirmou que Barbosa não pretende adotar um discurso de confronto político. A proposta, segundo ele, é apresentar um projeto para “harmonizar o Brasil”, reorganizar as instituições e ampliar o diálogo com a sociedade civil.

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O dirigente destacou que o movimento respeita o calendário eleitoral, que prevê a realização das convenções partidárias entre 20 de julho e 5 de agosto, período em que as legendas oficializam seus candidatos. Ele ressaltou que mudanças ainda podem ocorrer até o fim do prazo legal e, em alguns casos, até depois, dentro das possibilidades jurídicas.

Caldas argumentou que a escolha por Barbosa está ligada à “viabilidade política”, medida por pesquisas. Sem detalhar números, afirmou que levantamentos indicaram baixa competitividade do então pré-candidato Aldo Rebelo, que vinha em campanha há meses.

"A condição principal para um candidato à Presidência da República é ter viabilidade política. É pontuado nas pesquisas que o povo quer essa candidatura. Foi dada ao Aldo Ribeiro a oportunidade de fazer campanha. Há oito meses ele faz campanha, faz palestras, foi para todos os meios de comunicação. E as pesquisas mostram claramente a inviabilidade política", defendeu.

De acordo com o presidente da legenda, o partido realizou uma pesquisa qualitativa em 15 estados. O resultado, segundo ele, foi “expressivo” e apresentado ao ex-ministro, que avalia o cenário com cautela.

A movimentação, no entanto, não ocorreu sem resistência interna. A substituição de Rebelo por Barbosa provocou atritos entre integrantes da direção nacional. No sábado (16), Rebelo afirmou que não pretende desistir da candidatura.

Durante a entrevista, Caldas também disse que o partido busca apoio político e estrutura para viabilizar a campanha. Segundo ele, Barbosa condicionou a entrada definitiva na disputa à garantia de suporte partidário e logístico.

O dirigente afirmou ainda que há espaço para uma candidatura fora da polarização política tradicional, citando índices de rejeição aos principais nomes e a existência de um eleitorado que busca alternativas.

“Essa eleição não está difícil. Ninguém está votando em partido; está votando em uma pessoa. Estão atrás de uma pessoa. Se você tirar o bolsonarismo do PL, deixa de existir. Se tirar o Lula do PT, o PT se acaba. Então, não tem partido; estão discutindo nomes, pessoas”, disse.

Apesar do discurso otimista, o partido ainda trabalha para consolidar alianças e ampliar sua base política. Caldas afirmou que conversas com outras siglas estão em andamento.

A oficialização da candidatura dependerá das convenções partidárias e da consolidação de apoio político nos próximos meses.

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