Lula defende exploração de petróleo na Margem Equatorial antes que Trump “ache que é dele”
Área entre o Amapá e o Rio Grande do Norte é apontada como nova fronteira petrolífera com potencial semelhante ao pré-sal


Jessica Cardoso
Felipe Moraes
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta segunda-feira (18) a exploração de petróleo na Margem Equatorial e afirmou que o Brasil tem que aproveitar a riqueza da região antes que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “ache que é dele e vá lá”.
“Ele achou que o Canadá era dele. Achou que a Groenlândia era dele. Achou que o Golfo do México era dele, o canal do Panamá. [...] Ele não vai dizer que a Margem Equatorial é dele também? Então, nós vamos ocupar, explorar petróleo com a maior responsabilidade e fazer com que esse dinheiro possa ser revertido para garantir o futuro desse país”, disse.
A Margem Equatorial se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e é considerada uma nova fronteira de exploração petrolífera. Estudos geológicos e o mapeamento da plataforma continental apontam que a região tem potencial semelhante ao do pré-sal.
Lula deu as declarações durante visita à Refinaria de Paulínia (Replan), da Petrobras, em São Paulo, onde anunciou R$ 37 bilhões em investimentos da estatal no estado até 2030. Os recursos serão destinados a projetos de refino e biorrefino, logística, exploração e produção, além de iniciativas voltadas à descarbonização e à geração de energia sustentável.
Durante o evento, o presidente também defendeu o fortalecimento da Petrobras e afirmou que a estatal precisa ser vista como “um patrimônio do povo brasileiro”.
“É a mais rentável empresa brasileira. É como se fosse a menina de ouro do Brasil ou o menino de ouro. Então, fortalecer a Petrobras é uma coisa muito importante”, disse.
O presidente afirmou ainda que orientou a presidente da estatal, Magda Chambriard, a ampliar a valorização da companhia e reforçou a necessidade de soberania nacional na produção de combustíveis.
“Hoje fomos visitar o laboratório Sirius aqui em Campinas, que é um laboratório que pode ajudar a Petrobras [...] é potência para facilitar a Petrobras a descobrir petróleo e a gente explorar nossas terras raras. [...] A Petrobras não vai ser só uma empresa de petróleo. A Petrobras tem que ser a grande empresa de energia desse país”, disse.









