Quaest: apoio ao fim da 6x1 cai entre bolsonaristas e até lulistas
Matéria ganhou destaque desde dezembro, quando último levantamento foi realizado; previsão é votar texto já na próxima semana


SBT News
Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (18) mostra que o apoio ao fim da escala 6x1 caiu entre entrevistados que se declaram apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e mesmo entre os que se dizem alinhados a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em dezembro, 92% dos lulistas eram favoráveis, contra 76% agora. Já 44% dos bolsonaristas apoiam a medida ante 57% no fim do ano passado.
No recorte geral com todos os espectros políticos, houve aumento da incerteza sobre a medida. São 68% a favor, 22% contra, 3% indiferentes e 7% sem opinião formada. Em dezembro, os percentuais eram de 72%, 24%, 2% e 2%, respectivamente.
A matéria ganhou destaque na Câmara dos Deputados nesse meio-tempo e recebeu a bênção do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para avançar de olho nos benefícios eleitorais. Há um acordo de Motta com a base do governo para dividir a tramitação em duas frentes: uma PEC para reduzir a jornada de 44h para 40h e estabelecer dois dias de folga por semana sem redução de salário, e um projeto de lei para detalhar as especificidades de cada categoria.
A PEC é analisada em uma comissão especial presidida pelo deputado Alencar Santana (PT-SP), da base governista. O relator é Leo Prates (Republicanos-BA). Há previsão de que o texto final seja divulgado já na quarta (20), com votação em 26 de março e conclusão do rito em plenário no dia seguinte.
Como mostrou o SBT News, um dos pontos de impasse deve ser solucionado nesta segunda: o período de transição para que as mudanças entrem em vigor. O governo quer efeito imediato, mas Hugo Motta deve propor uma janela de 2 a 5 anos, com redução gradual.
A Quaest também mostra que a discussão tem, em um grau ou outro, boa atenção do público: 43% dizem acompanhar o tema de perto, enquanto 29% "só de ouvir falar". Já 27% dizem estar alheios ao assunto.
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais de forma presencial dos dias 8 a 11 de maio. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o código BR-03598/2026.









