"Cláudio Castro não tem condição de sair candidato", afirma Marcelo Freixo
Estado do Rio de Janeiro já teve 8 governadores afastados e 6 presos; após renúncias, e operação da PF no Rio, a escolha do novo governo segue em aberto


Basília Rodrigues
Ester Cauany
Autor da ação que levou à cassação de Cláudio Castro (PL-RJ), o ex-deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ) afirmou ao SBT News que não vê chance da candidatura do ex-governador do Rio de Janeiro ao Senado dar certo.
“Cláudio Castro não tem condição de sair candidato, se é que vai continuar em liberdade”, afirmou. “No projeto Cláudio Castro, o próximo governador do Rio seria o Rodrigo Bacellar. Não foi porque a Polícia Federal prendeu por envolvimento com o Comando Vermelho”, comentou em entrevista ao programa Sala de Imprensa desta semana.
O estado do Rio de Janeiro já teve 8 governadores afastados e 6 presos. Após renúncias, e operação da PF no Rio, a escolha do novo governo segue em aberto. O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não decidiu se o RJ terá eleições diretas ou indiretas. Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, está como governador interino.
“O Rio não aguenta mais ter governo corrupto atrás de governo corrupto, ter governador preso, não aguenta mais esse descaso. É necessário virar uma chave”, disse.
Freixo lançou, neste mês, o livro Viver é Perigoso, em que relata sua experiência no combate ao crime organizado, desde professor de História a político fluminense, passando pela CPI das Milícias, que presidiu em 2008 na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, à morte de Marielle Franco, em 2018.
“Marielle não foi uma companheira de trabalho, foi uma companheira de vida. Foi uma das maiores amigas que tive na vida. Foi muito duro pra mim o que fizeram com ela”, observa. “Eles queriam me matar, falaram isso em depoimento, o alvo era eu, mas mudaram por causa da segurança reforçada que tenho”, contou.
Para ele, o crime organizado é um desafio no mundo inteiro. Mas o Rio de Janeiro serviu de estado pioneiro para união de agentes do estado com o crime.
“O crime organizado é um grande negócio, não existe fora do estado. No Rio de Janeiro, se falou muitos anos do estado paralelo. Na CPI das milícias, que presidi em 2008, a gente criou o conceito do estado leiloado. Você não tem dois estados, é um só. E dentro desse estado, o crime se estabelecesse e elege gente”, disse.
“O crime existe por causa do dinheiro. O crime mistura o poder com dinheiro”, completou.









