Plano de Flávio Bolsonaro prevê endurecimento penal e ofensiva contra facções
Pré-candidato prepara proposta de ação em segurança pública baseada em cinco pilares; reforço nas fronteiras e redução da maioridade serão eixos centrais


Hariane Bittencourt
Um dos pilares do plano de governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto, será a segurança pública. As propostas da área estão estruturadas em cinco eixos: combate ao narcotráfico e ao crime organizado, fortalecimento e integração das forças de segurança, integração tecnológica nacional, proteção de mulheres, crianças e adolescentes e reforma do sistema de justiça criminal.
As medidas vêm sendo elaboradas com apoio de Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, que lançou neste fim de semana sua pré-candidatura ao Senado. Flávio já sinalizou que, se eleito, poderá indicar Derrite para o comando do Ministério da Segurança Pública.
Entre as propostas em discussão estão a criação de um plano nacional de combate ao crime e de proteção das fronteiras, com foco em impedir a entrada de drogas e armas no país, além da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.
O senador também tem defendido que facções criminosas, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), sejam classificadas como organizações terroristas, nos moldes discutidos por setores do Departamento de Estado dos Estados Unidos. A possibilidade é condenada pelo governo Lula (PT), que vê ataque frontal à soberania brasileira.
"Com a gente, marginal de CV e PCC vai ser classificado como terrorista", afirmou Flávio durante evento realizado no sábado (16), em Sorocaba (SP).









