Presidente da Embrapa rebate críticas ao governo Lula e diz que agro é "prioridade" do Planalto
Silvia Massruhá afirmou que orçamento da empresa cresceu 247% desde 2023, criticou "mistura de ideologia" com agro e defendeu papel da ciência
Hariane Bittencourt
18/05/2026, 16:52 • Atualizado em 18/05/2026, 16:52
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A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, rebateu críticas da oposição ao tratamento dado pelo governo Lula (PT) ao agronegócio e afirmou que o setor é uma das prioridades da atual gestão federal.
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"Eu vejo muita atenção do governo nessas questões. O que a gente precisa separar é período eleitoral e não misturar ideologia com essa questão política. Acho que isso atrapalha bastante", afirmou.
A presidente da Embrapa destacou que o agronegócio representa cerca de 25% do PIB brasileiro e afirmou que os últimos Planos Safra tiveram os maiores volumes de recursos da história recente.
"Eu vejo o esforço do governo para atender, independente do tamanho - pequeno, médio e grande produtor", disse.
Massruhá também atribuiu ao governo Lula a ampliação dos investimentos na pesquisa agropecuária. Segundo ela, o orçamento de custeio e investimento da Embrapa passou de cerca de R$ 167 milhões, em 2023, para R$ 414 milhões previstos para 2026 - alta de 247%.
A presidente da Embrapa ressaltou ainda que a estatal realizou, após 15 anos, um novo concurso público com mais de mil vagas para recompor o quadro de pesquisadores.
Massruhá defendeu que o agro brasileiro precisa avançar em sustentabilidade e tecnologia para manter competitividade internacional. E afirmou que produtores já percebem práticas ambientais como oportunidade de mercado.
"O mercado internacional está exigindo isso. Eles querem abrir novos mercados e sabem que precisam trazer transparência ao processo de produção", declarou.
A presidente da Embrapa também alertou para a dependência brasileira de fertilizantes importados, especialmente em meio aos conflitos geopolíticos envolvendo Rússia, Ucrânia e Irã.
"Importamos 85% dos fertilizantes. Isso tem impacto direto no custo de produção e pode impactar os alimentos", disse.
Segundo ela, o governo federal e a Embrapa trabalham em alternativas para reduzir essa vulnerabilidade, como biofertilizantes e o fortalecimento do Plano Nacional de Fertilizantes.
Presidente da Embrapa rebate críticas ao governo Lula e diz que agro é "prioridade" do Planalto Silvia Massruhá afirmou que orçamento da empresa cresceu 247% desde 2023, criticou "mistura de ideologia" com agro e defendeu papel da ciênciaPolítica2026-05-18T16:52:32.996ZA presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, rebateu críticas da oposição ao tratamento dado pelo governo Lula (PT) ao agronegócio e afirmou que o setor é uma das prioridades da atual gestão federal. Em no debate eleitoral e defendeu a separação entre disputa ideológica e desenvolvimento do setor. "Eu vejo muita atenção do governo nessas questões. O que a gente precisa separar é período eleitoral e não misturar ideologia com essa questão política. Acho que isso atrapalha bastante", afirmou. A presidente da Embrapa destacou que o agronegócio representa cerca de 25% do PIB brasileiro e afirmou que os últimos Planos Safra tiveram os maiores volumes de recursos da história recente. "Eu vejo o esforço do governo para atender, independente do tamanho - pequeno, médio e grande produtor", disse. Massruhá também atribuiu ao governo Lula a ampliação dos investimentos na pesquisa agropecuária. Segundo ela, o orçamento de custeio e investimento da Embrapa passou de cerca de R$ 167 milhões, em 2023, para R$ 414 milhões previstos para 2026 - alta de 247%. A presidente da Embrapa ressaltou ainda que a estatal realizou, após 15 anos, um novo concurso público com mais de mil vagas para recompor o quadro de pesquisadores. Massruhá defendeu que o agro brasileiro precisa avançar em sustentabilidade e tecnologia para manter competitividade internacional. E afirmou que produtores já percebem práticas ambientais como oportunidade de mercado. "O mercado internacional está exigindo isso. Eles querem abrir novos mercados e sabem que precisam trazer transparência ao processo de produção", declarou. Guerras e dependência de fertilizantes A presidente da Embrapa também alertou para a dependência brasileira de fertilizantes importados, especialmente em meio aos conflitos geopolíticos envolvendo Rússia, Ucrânia e Irã. "Importamos 85% dos fertilizantes. Isso tem impacto direto no custo de produção e pode impactar os alimentos", disse. Segundo ela, o governo federal e a Embrapa trabalham em alternativas para reduzir essa vulnerabilidade, como biofertilizantes e o fortalecimento do Plano Nacional de Fertilizantes. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/presidente-da-embrapa-rebate-criticas-ao-governo-lula-e-diz-que-agro-e-prioridade-do-planalto
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