Governo do DF espera derrubar liminar que suspende uso de imóveis para socorrer BRB
Celina Leão vai recorrer de decisão para seguir com plano de socorro após rombo deixado pelo caso Master

O governo do Distrito Federal está confiante de que conseguirá reverter a liminar que suspende o uso de imóveis públicos no plano de socorro ao Banco Regional de Brasília (BRB). A decisão monocrática foi concedida na quinta-feira (23) pelo desembargador Rômulo de Araújo Mendes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).
No entorno da governadora Celina Leão, a expectativa é que o próprio plenário da segunda instância ou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolha o recurso do Executivo distrital e restabeleça a íntegra da lei aprovada pela Câmara Legislativa, considerada fundamental para a reestruturação do BRB.
Para salvar o banco do buraco de R$ 12 bilhões deixado pelas transações fraudulentas com o Master, o governo do DF deverá aportar ao menos R$ 5 bilhões na instituição. Como não tem esse dinheiro em caixa, quer tomar um empréstimo no mercado e oferecer imóveis públicos e outros bens, como ações da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), em forma de garantia.
Apesar da aprovação da lei, cujo trecho sobre imóveis está suspenso pela Justiça, o DF ainda não conseguiu fechar o empréstimo com bancos e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que resistem às garantias oferecidas.
O cenário ideal seria ter a garantia do Tesouro Nacional, ou seja, a promessa de a União arcar com o crédito em caso de inadimplência, mas o governo federal não pretende se envolver no imbróglio.
Seja qual for a saída, a tomada do empréstimo pelo GDF e o aporte no BRB precisam estar concluídos até o dia 29 de maio, prazo dado pelo Banco Central para que o banco distrital resolva seu problema de patrimônio sem a incidência de punições.





















































