Caso Master: Auditoria do TCU concluiu que atuação do BC foi ‘técnica’ e ‘evidenciou graves irregularidades’
Técnicos da Corte de Contas identificaram ‘erros básicos de cálculo’ para justificar venda para o BRB

A auditoria de técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) a respeito da atuação do Banco Central na liquidação do Master concluiu que a atuação da autoridade monetária foi “técnica” e “evidenciou graves irregularidades” no banco de Daniel Vorcaro. O documento, que estava sob sigilo por determinação do ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso no TCU, foi disponibilizado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE).
“Concluiu-se, ao final, que não foram identificadas impropriedades, omissões ou negligência na atuação do Banco Central do Brasil. A decretação da liquidação extrajudicial foi considerada medida imperativa, legal e tecnicamente fundamentada, adotada tempestivamente após o esgotamento fático das alternativas de recuperação e diante da insolvência e da possível prática de ilícitos pela instituição supervisionada”, diz o relatório de fiscalização.
O parecer técnico ainda diz que a venda do Master para o BRB — operação vetada pelo Banco Central — continha graves irregularidades, como a negociação de mais de R$ 10 bilhões em ativos sem comprovação de existência e a exposição a riscos elevados sem estratégias adequadas de mitigação.
Os auditores criticam a atuação do BRB, que agora busca se capitalizar junto ao governo do Distrito Federal para cobrir o rombo deixado pelos negócios com o Master.
“Os gestores do BRB demonstraram falta de diligência e possível gestão temerária ao prosseguir com as negociações, mesmo diante de indícios de fraudes e reiterados pedidos de esclarecimentos do Banco Central sobre as impropriedades identificadas na avaliação da viabilidade econômico-financeira da alteração de controle societário”, afirmam.
Apesar do documento favorável ao Banco Central, o ministro Jonathan de Jesus não arquivou o processo no TCU e decidiu apenas suspendê-lo até a conclusão das investigações sobre o Caso Master que correm na Polícia Federal e no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a inspeção da Corte de Contas, o plano de negócios apresentado pelo Master ao BC continha erros básicos de cálculo e premissas irreais para tentar justificar a viabilidade da venda para o BRB, como a previsão de redução de 64% (R$ 110 milhões) nas despesas administrativas logo no primeiro mês, sem justificativa.





























































































