Eduardo Gayer
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Coluna do Gayer

Jornalista pela PUC-SP e Historiador pela USP, Eduardo Gayer tem experiência na cobertura de política e economia em Brasília. Atuou na Times Brasil/CNBC, Coluna do Estadão e Broadcast.

Política

Alencar e Guimarães recusam sondagens, e Lula enfrenta impasse para substituir Gleisi

Secretário executivo do Conselhão volta a ser considerado para articulação política após fritura; Wellington Dias também é cotado

Imagem da noticia Alencar e Guimarães recusam sondagens, e Lula enfrenta impasse para substituir Gleisi
Gleisi saiu em defesa de Lula após presidente chamá-la de "mulher bonita" em cerimônia no Planalto | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta dificuldades para encontrar um substituto para a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que deixará o cargo na próxima quarta-feira (1º) para concorrer ao Senado pelo PT do Paraná. O próximo articulador político do governo federal terá a missão de aprovar, em pleno ano eleitoral, a PEC do fim da escala 6x1 para turbinar a campanha à reeleição de Lula.

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Como mostrou o SBT News, o presidente avisou a auxiliares que havia desistido de nomear o secretário executivo do Conselhão, Olavo Noleto, como sucessor de Gleisi, e estaria em busca de um parlamentar para o posto. Segundo fontes, contudo, Noleto voltou a ser citado nos bastidores após o senador Otto Alencar (PSD-BA) e o deputado federal José Guimarães (PT-CE) recusarem as sondagens.

Senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ | Divulgação/Geraldo Magela/Agência Senado
Senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ | Divulgação/Geraldo Magela/Agência Senado

Alencar justificou ao Planalto que fez uma cirurgia recente no coração e, por isso, não poderia assumir uma missão intensa como o ministério da articulação política neste momento. Além disso, o senador indicou que o ideal seria ter um ministro proveniente da Câmara dos Deputados.

José Guimarães | Foto: Divulgação/PT
José Guimarães | Foto: Divulgação/PT

Líder do governo na Câmara, Guimarães afirmou, por sua vez, que não abre mão de ser candidato ao Senado neste ano. Para cumprir a legislação eleitoral, os candidatos não podem ter cargos públicos a partir de 4 de abril, seis meses antes da ida às urnas.

“Vou revelar um segredo: o Lula, semana retrasada, mandou um interlocutor falar comigo. Esse disse: ‘será que o Guimarães não podia ser ministro no lugar da Gleisi Hoffmann?’ Eu disse: quero continuar em Brasília, mas quero, presidente, continuar no Senado, para ser seu porta-voz”, disse Guimarães em um evento do PT em Sobral (CE), no último sábado (28).

Além de Olavo Noleto, uma opção ventilada para a Secretaria de Relações Institucionais é o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, senador licenciado pelo Piauí que não será candidato nestas eleições.

Dias, porém, indicou a aliados que prefere ficar na pasta atual e coordenar a campanha de Lula no Nordeste. Adversários do ministro afirmam que ele “não passou no teste” ao naufragar na articulação da PEC da Transição, ainda antes da posse do presidente. As negociações foram assumidas pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad.

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