Petrobras demite diretor de Logística após leilão de gás criticado por Lula
Presidente afirmou que pregão foi “cretinice” e determinou anulação; crise interna resultou na queda do executivo

Na primeira crise política da gestão de Magda Chambriard, a Petrobras demitiu nesta segunda-feira (6) o seu diretor de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser, após a realização de um leilão de gás de cozinha com ágio superior a 100% chamado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “cretinice”.
O pregão, que dobrou o valor de referência da estatal para o produto em ano eleitoral, enfureceu o petista. “O leilão será anulado. Foi feito por um diretor da Petrobras que eu desconheço”, afirmou Lula na última quinta-feira (1º), sem nomear o executivo. Hoje, quatro dias depois, o diretor caiu.
“A Petrobras informa que seu Conselho de Administração, em reunião realizada hoje (6/4), aprovou o encerramento antecipado do mandato do Diretor Executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser, com vigência imediata”, informou a estatal em fato relevante divulgado ao mercado financeiro.
O cargo será assumido a partir desta terça-feira (7) por Angélica Laureano, até então diretora de Transição Energética e Sustentabilidade, com mandato unificado até abril de 2027.
Procurada, a estatal não respondeu sobre a correlação direta entre a demissão de Schlosser e as críticas de Lula ao leilão de gás. Mas os certames são realizados pela área até então subordinada ao executivo.
Frear a alta dos combustíveis tornou-se a prioridade zero do governo federal, para estancar a queda na popularidade do presidente às vésperas das eleições.
Para além de anular o leilão de gás com ágio superior a 100%, a equipe econômica anunciou nesta segunda-feira a subvenção de todo o GLP importado, o que deve evitar o repasse, para o botijão comprado pelo cidadão, da alta do petróleo em função da guerra no Irã.
Em outra frente, o governo também anunciou subsídio ao diesel e isenção de impostos federais de biodiesel e querosene de aviação. Por ora, não há medidas para a gasolina, que ainda não foi reajustada pela Petrobras desde o início do conflito no Oriente Médio.











































































































