Lula reforça ofensiva sobre classe média com medidas para compra ou reforma de imóveis
Aporte de R$ 20 bilhões vai turbinar Minha Casa, Minha Vida em ano eleitoral

Pressionado pelo crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta quarta-feira (15) um pacote de medidas para o setor habitacional voltadas à classe média — segmento que majoritariamente desaprova o petista.
Em ano eleitoral, foi anunciado um aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal na faixa três do Minha Casa Minha Vida, que abrange famílias com renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 9,6 mil.
O governo ainda ampliou o Reforma Mais Brasil, linha de crédito para reparos domésticos. A renda familiar elegível para o programa subiu de R$ 9,6 mil para R$ 13 mil; o ticket máximo passou de R$ 30 mil para R$ 50 mil; os juros foram reduzidos de 1,95% para 0,99%; e a amortização foi alongada de 60 para 72 meses.
O pacotão vem no mesmo dia em que pesquisa Genial/Quaest mostrou o Flávio Bolsonaro com 44% das intenções de voto no segundo turno contra 42% de Lula. É a primeira vez que o senador aparece numericamente à frente do presidente, embora empatado na margem de erro.
No recorte de renda, a rejeição do governo na classe média cresceu no levamento. Se a gestão de Lula é aprovada por 57% dos brasileiros que ganham até dois salários mínimos, os porcentuais se invertem entre os mais ricos. De acordo com a Genial/Qauest, 57% desaprovam o atual governo entre eleitores de dois a cinco salários mínimos, e o índice vai a 62% em quem ganha mais de cinco salários mínimos.
“Falam: ‘pô, esse Lula só governa para o CadÚnico [cadastro de cidadãos de baixa renda], e eu, que sou metalúrgico, por que não tenho direito para uma casa?’ Foi aí que a gente elevou o padrão”, afirmou o presidente na cerimônia de lançamento do programa.



















































































































