Eduardo Gayer
Eduardo Gayer

Coluna do Gayer

Jornalista pela PUC-SP e Historiador pela USP, Eduardo Gayer tem experiência na cobertura de política e economia em Brasília. Atuou na Times Brasil/CNBC, Coluna do Estadão e Broadcast.

Política

Lula reforça ofensiva sobre classe média com medidas para compra ou reforma de imóveis

Aporte de R$ 20 bilhões vai turbinar Minha Casa, Minha Vida em ano eleitoral

Imagem da noticia Lula reforça ofensiva sobre classe média com medidas para compra ou reforma de imóveis
Lula em entrega do Minha Casa, Minha Vida no Ceará | Reprodução/YouTube
Eduardo Gayer

Pressionado pelo crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta quarta-feira (15) um pacote de medidas para o setor habitacional voltadas à classe média — segmento que majoritariamente desaprova o petista.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Em ano eleitoral, foi anunciado um aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal na faixa três do Minha Casa Minha Vida, que abrange famílias com renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 9,6 mil.

O governo ainda ampliou o Reforma Mais Brasil, linha de crédito para reparos domésticos. A renda familiar elegível para o programa subiu de R$ 9,6 mil para R$ 13 mil; o ticket máximo passou de R$ 30 mil para R$ 50 mil; os juros foram reduzidos de 1,95% para 0,99%; e a amortização foi alongada de 60 para 72 meses.

O pacotão vem no mesmo dia em que pesquisa Genial/Quaest mostrou o Flávio Bolsonaro com 44% das intenções de voto no segundo turno contra 42% de Lula. É a primeira vez que o senador aparece numericamente à frente do presidente, embora empatado na margem de erro.

No recorte de renda, a rejeição do governo na classe média cresceu no levamento. Se a gestão de Lula é aprovada por 57% dos brasileiros que ganham até dois salários mínimos, os porcentuais se invertem entre os mais ricos. De acordo com a Genial/Qauest, 57% desaprovam o atual governo entre eleitores de dois a cinco salários mínimos, e o índice vai a 62% em quem ganha mais de cinco salários mínimos.

“Falam: ‘pô, esse Lula só governa para o CadÚnico [cadastro de cidadãos de baixa renda], e eu, que sou metalúrgico, por que não tenho direito para uma casa?’ Foi aí que a gente elevou o padrão”, afirmou o presidente na cerimônia de lançamento do programa.

Mais da coluna Coluna do Gayer

Publicidade

Publicidade