Lula vai levar chefe da PF aos EUA após crise que gerou expulsão de delegado; veja comitiva completa
Ministros que comandam discussões sobre segurança pública e terras raras, pautas de reunião com Trump, também integram comitiva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levará o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para a viagem que fará aos Estados Unidos nesta quarta-feira (06), após uma recente crise diplomática entre os governos brasileiro e americano envolvendo a detenção do ex-deputado federal Alexandre Ramagem. Os EUA expulsaram o delegado Marcelo Ivo, então oficial de ligação em solo americano, e o Brasil reagiu na mesma medida em relação ao policial Michael Myers, que trabalhava no País.
Também vão integrar a comitiva presidencial os ministros Wellington César (Justiça) e Dario Durigan (Fazenda), que participam das discussões sobre enfrentamento ao crime organizado, e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), responsáveis pela pauta das terras raras no governo brasileiro.
Combate ao crime e minerais críticos são dois dos assuntos que serão abordados na reunião entre Lula e Donald Trump, marcada para a manhã de quinta-feira (07). Integrantes do Palácio do Planalto desejam retornar de Washington com um acordo fechado sobre enfrentamento às organizações criminosas, o que serviria como uma espécie de “vacina” à proposta da Casa Branca de classificar o PCC e o Comando Vermelho como facções terroristas, abrindo caminho para uma intervenção americana no Brasil.
A primeira-dama Janja da Silva, que tradicionalmente acompanha Lula nas agendas internacionais, decidiu não viajar desta vez. No final de abril, ela reagiu publicamente ao enviado especial para assuntos globais do governo americano, Paolo Zampolli, que chamara as mulheres brasileiras de “raça maldita”. Janja afirmou nas redes sociais que é “impossível não se indignar” com a declaração.
Lula decola para os Estados Unidos ainda na manhã desta quarta-feira e ficará hospedado na residência oficial da embaixadora Maria Luiza Viotti, em Washington. O retorno está programado para acontecer logo após a reunião com Trump, por volta da hora do almoço de quinta-feira, com agendas previstas no Brasil já a partir de sexta-feira.





















































