Eduardo Gayer
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Coluna do Gayer

Jornalista pela PUC-SP e Historiador pela USP, Eduardo Gayer tem experiência na cobertura de política e economia em Brasília. Atuou na Times Brasil/CNBC, Coluna do Estadão e Broadcast.

Política

Veja os 6 erros que Lula cometeu até sofrer a derrota histórica de Messias

Traições em voto secreto e envolvimento de ministros do STF explicam só uma parte da derrota inédita

Imagem da noticia Veja os 6 erros que Lula cometeu até sofrer a derrota histórica de Messias
Presidente Lula (PT) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
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Apesar de ter sofrido traições inesperadas com o voto secreto em plenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cometeu ao menos seis erros de articulação política que culminaram na rejeição histórica da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Em uma espécie de anatomia da derrota, aliados do governo federal citam os seguintes movimentos de Lula, considerados erráticos:

1 - Subestimou a influência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), no plenário;

2 - Ignorou o alerta feito por Alcolumbre, ainda em dezembro, de que Messias não passaria no Senado;

3 - Enviou a mensagem de indicação de Messias ao Congresso, cinco meses após o anúncio público, mesmo sem ter a certeza dos votos e sem avisar Alcolumbre;

4 - Deixou a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pelas costuras políticas, acéfala por 11 dias, entre a saída de Gleisi Hoffmann e a posse de José Guimarães, em plenas tratativas sobre Messias;

5 - Não indicou até hoje o novo secretário nacional de Assuntos Parlamentares, que faz a gestão das emendas.

6 - Ignorou a sugestão do senador Camilo Santana (PT-CE) de pedir ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), o adiamento da sabatina.

Na avaliação desses interlocutores, a operação para derrotar Messias, atribuída pelo governo a Alcolumbre, ministros do STF e até a senadores aliados, é apenas uma parte da história na qual Lula tem sua parcela de culpa.

Auxiliares agora dizem que o presidente foi “induzido a erro” por seus articuladores no Congresso, que o asseguraram uma margem apertada - mas possível - para aprovar o nome do advogado-geral da União.

O temor de palacianos é o presidente disputar a reeleição com a pecha de “enferrujado” até na articulação política, no momento em que a oposição tenta colar no petista a imagem de um político ultrapassado.

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