Moraes manda Bolsonaro explicar arma achada no DF
Militar parado em blitz disse que arma que carregava sem documentação pertence ao ex-presidente


Bolsonaro já esteve em prisão domiciliar, antes da condenação no STF, em agosto | Adriano Machado/Reuters
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou nesta terça-feira (16) que a defesa de Jair Bolsonaro (PL) explique em até 24 horas o boletim de ocorrência no qual um militar atribui a posse de uma arma de fogo ao ex-presidente.
Parado numa blitz da Lei Seca nesta segunda-feira (15), em Taguatinga (DF), o sargento Estácio Leite da Silva Filho disse que a arma que carregava no carro e que estava sem documentação no local pertencia a Bolsonaro, segundo boletim de ocorrência.
Em depoimento, Estácio teria dito que estava levando o arma para reparos e que a devolveria a Bolsonaro nesta terça-feira.
Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro explique o motivo para que ele mantenha “uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente” e por que, “às vésperas do encerramento do período de 90 (noventa) dias concedido à titulo de prisão domiciliar humanitária, o condenado [Bolsonaro] solicitou a realização de reparo no armamento”.
A BLITZ
O sargento do Exército foi levado à 21ª Delegacia de Polícia após a abordagem policial. Ele disse ser ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, mas não apresentou o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documento necessário para o porte da pistola 9mm apreendida pela PM. No registro da ocorrência, a Polícia Civil afirmou que ausência do CRAF "não constitui ilícito com contornos criminais". Silva Filho disse aos policiais que estava com a arma para realizar reparos nela. Após prestar esclarecimentos, foi liberado. A Polícia Civil apura o caso e comunicou o episódio ao gabinete de Moraes, responsável pela execução penal de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. Em nota, o GSI informou que "não realiza a segurança de ex-presidentes, incluindo o senhor Jair Messias Bolsonaro", e afirmou que servidores à disposição de ex-mandatários "são de livre indicação dos mesmos e não estão subordinados nem vinculados operacionalmente ao GSI".















