Fila aumentou desde entrada de presidente do INSS demitido por Lula; veja os números
Governo teme que pedidos em espera prejudiquem campanha à reeleição do presidente

A fila do INSS aumentou durante a gestão de Gilberto Waller. Demitido nesta segunda-feira (13), o agora ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social ficou 11 meses no cargo e implementou medidas para acelerar a análise de benefícios, mas não conseguiu diminuir o estoque de pedidos nesse período.
Como mostrou o SBT News, a fila do INSS na casa dos milhões em ano eleitoral foi um fator decisivo para selar a demissão de Waller, procurador federal que foi alçado à Seguridade Social após a Polícia Federal deflagrar a Operação Sem Desconto, que apura desvios irregulares em aposentadorias.
De acordo com dados do Portal da Previdência, alimentado pelo Ministério da Previdência, Waller recebeu um INSS, ao final de abril de 2025, com uma fila de 2,678 milhões. Em março deste ano, último mês completo sob sua gestão, a fila bateu 2,793 milhões, ou seja, 115 mil pedidos a mais em estoque.
Aliados de Waller afirmam que o INSS bateu recordes em análise de pedidos, mas as solicitações de benefícios saltaram em ritmo ainda maior, o que explica o crescimento da fila.
Veja os números coletados no Portal da Transparência Previdenciária. A série histórica começa em junho de 2023, quando a plataforma consolidadora de dados foi criada. O INSS considera essa base de dados a mais fiel.

O governo federal teme impactos na campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que em 2022 prometeu zerar a fila do INSS. Se, por um lado, a análise demorada de pedidos à Seguridade Social pressiona a popularidade do petista, por outro, evita “apertar” o Orçamento público com mais gastos.
















































































































