Economia

Fundos de previdência acumulam prejuízo após investir no Banco Master

Pelo menos 18 fundos estaduais e municipais investiram quase R$ 2 bilhões na instituição falida; perdas podem afetar cofres públicos

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SBT Brasil
25/04/2026, 02:34 • Atualizado em 25/04/2026, 02:34
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Fundos de previdência de estados e municípios acumularam prejuízos milionários após investimentos no Banco Master, instituição que entrou em liquidação. O caso mobiliza deputados na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que articulam a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o uso de recursos públicos.

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Segundo o Ministério da Previdência, ao menos 18 fundos previdenciários investiram cerca de R$ 1,86 bilhão no banco. Só o Rioprevidência, responsável pelo pagamento de aposentadorias de cerca de 235 mil servidores estaduais, aplicou aproximadamente R$ 970 milhões na instituição.

Diferentemente de aplicações tradicionais, esse tipo de investimento não conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Na prática, se há perda financeira, o prejuízo recai sobre os cofres públicos — ou seja, pode impactar diretamente o orçamento de estados e municípios.

Especialistas alertam que isso pode gerar um efeito cascata nas contas públicas, embora não haja risco imediato para o pagamento de aposentadorias. O advogado especializado em direito previdenciário Washington Barbosa afirma que ainda há etapas antes de qualquer efeito direto nesse sentido.

A Polícia Federal já atua em investigações sobre possíveis irregularidades na aplicação dos recursos. O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Antunes, foi preso sob suspeita de envolvimento no caso.

Além disso, operações foram realizadas em municípios do interior de São Paulo, como Santo Antônio de Posse, onde R$ 13 milhões da previdência local teriam sido investidos de forma irregular.

Ex-dirigentes podem responder por gestão temerária, com penas de até oito anos de prisão.

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