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A comparação, porém, muda quando se considera a inflação do período. Corrigidos pela inflação, os R$ 1,74 milhão declarados em 2018 equivalem a aproximadamente R$ 2,63 milhões. Nesse cenário, o patrimônio declarado por Flávio cresceu cerca de 211% em termos reais até 2026.
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Em 2018, Flávio declarou 50% de participação na empresa Bolsotini Chocolates e Café Ltda., avaliada em R$ 50 mil; uma sala comercial na Barra da Tijuca, de R$ 150 mil; R$ 558.220,06 em aplicações e investimentos; um apartamento residencial na Barra da Tijuca, avaliado em R$ 917.038,09; e um Volvo XC 2014, de R$ 66.500. Ao todo, os bens somavam R$ 1.741.758,15.
Na declaração de 2026, o principal item passou a ser uma casa no Lago Sul, em Brasília, avaliada em R$ 6.226.043,80. Flávio também declarou R$ 1.090.520,47 em um fundo de investimento multimercado, R$ 568.730,23 em bancos diversos, R$ 133 mil por um veículo de 2014, R$ 103.746,23 em poupança e R$ 8.266,10 em CDB.
A declaração inclui ainda participações societárias, entre elas R$ 10 mil em uma sociedade individual de advocacia, além de outros valores em quotas e quinhões de capital. O total declarado em 2026 é de R$ 8.186.555,83.
A evolução também pode ser observada desde a primeira candidatura de Flávio a um cargo público. Em 2002, quando concorreu a deputado estadual pelo Rio de Janeiro, ele declarou à Justiça Eleitoral um Volkswagen Gol 1.0 Turbo, ano 2001, avaliado em R$ 25 mil, como único bem.
Franquia de chocolates ajudou a financiar mansão
Pouco antes da compra da mansão no Lago Sul, Flávio deixou, em fevereiro de 2021, a franquia da Kopenhagen que mantinha no Shopping Via Parque, no Rio de Janeiro. A operação passou para o grupo CRM, proprietário da marca.
Posteriormente, o senador afirmou que o dinheiro obtido com a venda da franquia e de um imóvel no Rio foi usado para dar entrada na casa, então avaliada em R$ 5,97 milhões. Segundo Flávio, R$ 3,1 milhões da aquisição foram financiados.
A franquia também apareceu nas investigações do caso das “rachadinhas”. O Ministério Público do Rio de Janeiro sustentava que a loja teria sido utilizada para lavar até R$ 1,6 milhão. Flávio sempre negou irregularidades.
O caso foi encerrado sem julgamento do mérito após decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) anularem provas e atos da investigação.
Reportagens da Folha de 2018 mostraram que Flávio promoveu uma intensa atividade imobiliária entre os anos de 2004 e 2017 –foram 19 imóveis, incluindo 12 salas comerciais e apartamentos comprados e revendidos em curto espaço de tempo e com ganhos expressivos.
Parte dessas operações passou depois a ser investigada pelo Ministério Público do Rio, que também apontou indícios de lavagem de dinheiro no âmbito da apuração das “rachadinhas”. Flávio sempre negou irregularidades. Em uma investigação distinta, a Polícia Federal concluiu em 2020, já durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, não haver indícios de lavagem de dinheiro ou falsidade ideológica nas operações.
Hoje, Flávio declara a casa no Lago Sul de Brasília como seu único imóvel.
Patrimônio de Flávio Bolsonaro cresce 211% desde 2018Valor declarado pelo candidato do PL passou de R$ 1,74 milhão para R$ 8,18 milhões em oito anosPolítica2026-08-14T01:23:09.286ZO patrimônio declarado pelo cresceu 370,03% entre 2018 e 2026, passando de R$ 1.741.758,15 para R$ 8.186.555,83. Em valores nominais, o aumento foi de R$ 6,44 milhões. A comparação, porém, muda quando se considera a inflação do período. Corrigidos pela inflação, os R$ 1,74 milhão declarados em 2018 equivalem a aproximadamente R$ 2,63 milhões. Nesse cenário, o patrimônio declarado por Flávio cresceu cerca de 211% em termos reais até 2026. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Em 2018, Flávio declarou 50% de participação na empresa Bolsotini Chocolates e Café Ltda., avaliada em R$ 50 mil; uma sala comercial na Barra da Tijuca, de R$ 150 mil; R$ 558.220,06 em aplicações e investimentos; um apartamento residencial na Barra da Tijuca, avaliado em R$ 917.038,09; e um Volvo XC 2014, de R$ 66.500. Ao todo, os bens somavam R$ 1.741.758,15. Na declaração de 2026, o principal item passou a ser uma casa no Lago Sul, em Brasília, avaliada em R$ 6.226.043,80. Flávio também declarou R$ 1.090.520,47 em um fundo de investimento multimercado, R$ 568.730,23 em bancos diversos, R$ 133 mil por um veículo de 2014, R$ 103.746,23 em poupança e R$ 8.266,10 em CDB. A declaração inclui ainda participações societárias, entre elas R$ 10 mil em uma sociedade individual de advocacia, além de outros valores em quotas e quinhões de capital. O total declarado em 2026 é de R$ 8.186.555,83. A evolução também pode ser observada desde a primeira candidatura de Flávio a um cargo público. Em 2002, quando concorreu a deputado estadual pelo Rio de Janeiro, ele declarou à Justiça Eleitoral um Volkswagen Gol 1.0 Turbo, ano 2001, avaliado em R$ 25 mil, como único bem. Franquia de chocolates ajudou a financiar mansão Pouco antes da compra da mansão no Lago Sul, Flávio deixou, em fevereiro de 2021, a franquia da Kopenhagen que mantinha no Shopping Via Parque, no Rio de Janeiro. A operação passou para o grupo CRM, proprietário da marca. Posteriormente, o senador afirmou que o dinheiro obtido com a venda da franquia e de um imóvel no Rio foi usado para dar entrada na casa, então avaliada em R$ 5,97 milhões. Segundo Flávio, R$ 3,1 milhões da aquisição foram financiados. A franquia também apareceu nas investigações do caso das “rachadinhas”. O Ministério Público do Rio de Janeiro sustentava que a loja teria sido utilizada para lavar até R$ 1,6 milhão. Flávio sempre negou irregularidades. O caso foi encerrado sem julgamento do mérito após decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) anularem provas e atos da investigação. Reportagens da Folha de 2018 mostraram que Flávio promoveu uma intensa atividade imobiliária entre os anos de 2004 e 2017 –foram 19 imóveis, incluindo 12 salas comerciais e apartamentos comprados e revendidos em curto espaço de tempo e com ganhos expressivos. Parte dessas operações passou depois a ser investigada pelo Ministério Público do Rio, que também apontou indícios de lavagem de dinheiro no âmbito da apuração das “rachadinhas”. Flávio sempre negou irregularidades. Em uma investigação distinta, a Polícia Federal concluiu em 2020, já durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, não haver indícios de lavagem de dinheiro ou falsidade ideológica nas operações. Hoje, Flávio declara a casa no Lago Sul de Brasília como seu único imóvel.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/patrimonio-de-flavio-bolsonaro-cresce-211-desde-2018