Economia

Governo tem rombo de R$ 94,9 bi no ano até agosto

Receita e despesas cresceram 5,7% acima da inflação, mas benefícios, pessoal e gastos discricionários fizeram as despesas avançarem mais

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Caio Barcellos
Governo tem rombo de R$ 94,9 bilhões no ano até agosto | Antônio Cruz/Agência Brasil

Governo tem rombo de R$ 94,9 bilhões no ano até agosto | Antônio Cruz/Agência Brasil

O Governo Central registrou déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto, abaixo do rombo de R$ 15,5 bilhões observado no mesmo mês de 2025.

Apesar da melhora mensal e do avanço da arrecadação, o resultado acumulado no ano se deteriorou, com déficit a R$ 94,9 bilhões entre janeiro e agosto, ante R$ 85,9 bilhões no mesmo período do ano passado.

🔎 O Governo Central reúne as contas do Tesouro Nacional, do Banco Central e da Previdência Social.

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Receitas e despesas avançam no ano

Em agosto, a receita líquida somou R$ 187,9 bilhões e cresceu 3,5% acima da inflação na comparação anual. As despesas chegaram a R$ 201,5 bilhões, alta real de 1,9%. O resultado do mês também ficou melhor que a mediana das projeções do Prisma Fiscal, que apontava déficit de R$ 16 bilhões.

No acumulado de janeiro a agosto, porém, receitas e despesas cresceram no mesmo ritmo de 5,7% em termos reais. A receita líquida aumentou R$ 90 bilhões na comparação com os oito primeiros meses de 2025, enquanto os gastos avançaram R$ 96,3 bilhões.

Entre os principais fatores que elevaram a arrecadação estão o Imposto de Renda, com aumento real de R$ 19,6 bilhões, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com R$ 13,1 bilhões a mais, e a Cofins, com crescimento de R$ 14,2 bilhões. A arrecadação líquida da Previdência também aumentou R$ 29,1 bilhões.

Do lado das despesas, os benefícios previdenciários cresceram R$ 29,3 bilhões acima da inflação, enquanto os gastos com pessoal e encargos avançaram R$ 15 bilhões. As despesas discricionárias aumentaram R$ 35,8 bilhões, com destaque para Saúde e Educação.

O resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central (BC) foi positivo em R$ 182,2 bilhões de janeiro a agosto, mas foi mais do que compensado pelo déficit de R$ 277 bilhões da Previdência Social.

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