Economia

Dívida federal chega a R$ 9,29 tri e sobe 14% em um ano

Dívida avançou cerca de R$ 1,15 trilhão em 12 meses

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Caio Barcellos
Dívida federal chega a R$ 9,29 trilhões

Dívida federal chega a R$ 9,29 trilhões

A Dívida Pública Federal (DPF) fechou agosto em R$ 9,29 trilhões, segundo o Relatório Mensal da Dívida, divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Tesouro Nacional. Em relação a agosto de 2025, quando somava R$ 8,14 trilhões, o aumento é de cerca de 14%.

Em relação a julho, a dívida ficou praticamente estável, com alta de 0,04% sobre os R$ 9,289 trilhões registrados no mês anterior, já que a incorporação de R$ 88,4 bilhões em juros foi quase totalmente compensada por um resgate líquido de R$ 84,4 bilhões -o que significa que o governo pagou mais títulos do que emitiu no período.

🔍 A dívida pública é o total que o governo deve a quem o financia, principalmente por meio da compra de títulos públicos. Quando esses títulos vencem, o governo devolve o valor com juros. O relatório considera a dívida que está com bancos, fundos, investidores estrangeiros, pessoas físicas e outros credores.

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A composição da dívida também mudou, com a parcela ligada a taxas de juros flutuantes, como a taxa básica de juros -a Selic- avançando de 51,11% para 52,74% do total, a maior participação da série histórica do Tesouro, iniciada em dezembro de 2000.

Ao mesmo tempo, a fatia dos títulos corrigidos por índices de preços, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 26,02% para 23,22%, enquanto a participação dos papéis prefixados, nos quais a taxa de remuneração é definida no momento da emissão, aumentou de 19,22% para 20,31%.

O perfil dos vencimentos melhorou em agosto, com a parcela da dívida que precisa ser paga ou refinanciada nos próximos 12 meses recuando de 18,91% para 16,39%, enquanto o prazo médio do estoque aumentou de 4,05 para 4,10 anos.

Já o custo médio da dívida acumulado em 12 meses passou de 12,45% ao ano em julho para 12,59% em agosto, indicador que considera os juros e demais variações que aumentam o valor que o governo deve aos detentores dos títulos públicos.

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