Governo mantém subsídio ao diesel e sobe multa contra abusos
Medidas reforçam fiscalização sobre postos e distribuidoras e preveem punições de até R$ 500 milhões por práticas abusivas
Caio Barcellos
Na imagem, bomba enche tanque de carro em posto de gasolina | Reprodução
O governo federal anunciou nesta segunda-feira (28) novas medidas para tentar conter aumentos considerados abusivos nos preços dos combustíveis. O pacote mantém o subsídio de R$ 2,12 por litro de diesel, amplia as fiscalizações sobre postos e distribuidoras e endurece as punições aplicáveis ao setor.
As ações foram apresentadas em meio à alta do petróleo no mercado internacional, com o barril negociado acima de US$ 100 diante da continuidade das turbulências geopolíticas no Oriente Médio.
Uma das principais mudanças está nas punições previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC). A Medida provisória publicada na sexta-feira (25) estabeleceu que agentes da cadeia de combustíveis poderão receber multas entre R$ 20 mil e R$ 500 milhões em casos de determinadas infrações, como a elevação de preços sem justa causa.
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Segundo o governo, os valores mais altos serão reservados para situações classificadas como abuso. De acordo com o ministro da Justiça, Wellington Lima, houve casos em que a margem bruta de distribuidoras aumentou mais de 1.300%.
"A severidade dessa multa somente terá incidência em casos caracterizados como abuso. Temos casos de 1.300% da margem bruta de lucro. Seria absurdo fechar os olhos para essas evidências", destacou durante entrevista coletiva.
O ministro da Justiça, Wellington Lima, afirmou que a intenção não é interferir na liberdade das empresas para definir preços, mas punir situações em que haja indícios de aumento injustificadodas margens.
Fiscalização
Entre os dias 21 e 25 de setembro, a Operação Carga Pesada realizou 241 ações de fiscalização em empresas do mercado de combustíveis.
Do total, 87 foram conduzidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 86 por Procons e 12 pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Outras 56 ocorreram de forma conjunta entre os órgãos.
Segundo o governo, a operação foi organizada após a alta recente dos combustíveis e cerca de 330 denúncias recebidas pela ANP.
A Senacon também abriu 70 processos administrativos contra postos e distribuidoras com base em autos encaminhados anteriormente pela agência reguladora.
Em outra frente, a ANP aplicou multas que, somadas, passam de R$ 700 milhões a distribuidoras por aumentos classificados como abusivos.
As decisões ainda estão na primeira instância administrativa e podem ser contestadas pelas empresas. Os processos envolvem condutas registradas durante a vigência de medidas provisórias que ampliaram os poderes da ANP para fiscalizar preços no setor.
Governo mantém subsídio ao diesel e sobe multa contra abusosMedidas reforçam fiscalização sobre postos e distribuidoras e preveem punições de até R$ 500 milhões por práticas abusivasEconomia2026-09-28T18:31:51.835ZO governo federal anunciou nesta segunda-feira (28) novas medidas para tentar conter aumentos considerados abusivos nos preços dos combustíveis. O pacote mantém o subsídio de R$ 2,12 por litro de diesel, amplia as fiscalizações sobre postos e distribuidoras e endurece as punições aplicáveis ao setor. As ações foram apresentadas em meio à alta do petróleo no mercado internacional, com o barril negociado acima de US$ 100 diante da continuidade das turbulências geopolíticas no Oriente Médio. Uma das principais mudanças está nas punições previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC). A Medida provisória publicada na sexta-feira (25) estabeleceu que agentes da cadeia de combustíveis poderão receber multas entre R$ 20 mil e R$ 500 milhões em casos de determinadas infrações, como a elevação de preços sem justa causa. Segundo o governo, os valores mais altos serão reservados para situações classificadas como abuso. De acordo com o ministro da Justiça, Wellington Lima, houve casos em que a margem bruta de distribuidoras aumentou mais de 1.300%. "A severidade dessa multa somente terá incidência em casos caracterizados como abuso. Temos casos de 1.300% da margem bruta de lucro. Seria absurdo fechar os olhos para essas evidências", destacou durante entrevista coletiva. O ministro da Justiça, Wellington Lima, afirmou que a intenção não é interferir na liberdade das empresas para definir preços, mas punir situações em que haja indícios de aumento injustificado das margens. Fiscalização Entre os dias 21 e 25 de setembro, a Operação Carga Pesada realizou 241 ações de fiscalização em empresas do mercado de combustíveis. Do total, 87 foram conduzidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 86 por Procons e 12 pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Outras 56 ocorreram de forma conjunta entre os órgãos. Segundo o governo, a operação foi organizada após a alta recente dos combustíveis e cerca de 330 denúncias recebidas pela ANP. A Senacon também abriu 70 processos administrativos contra postos e distribuidoras com base em autos encaminhados anteriormente pela agência reguladora. Em outra frente, a ANP aplicou multas que, somadas, passam de R$ 700 milhões a distribuidoras por aumentos classificados como abusivos. As decisões ainda estão na primeira instância administrativa e podem ser contestadas pelas empresas. Os processos envolvem condutas registradas durante a vigência de medidas provisórias que ampliaram os poderes da ANP para fiscalizar preços no setor.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/governo-mantem-subsidio-ao-diesel-e-sobe-multa-contra-abusos