Política

Flávio conta que, depois do Missão, tentaram filiá-lo ao PT

Senador enfrentou dificuldades para registrar candidatura no TSE após aparecer como filiado ao partido de Renan Santos

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Jessica Cardoso, Valentina Moreira
Flávio Bolsonaro e Daniella Marques durante live do senador no YouTube | @flaviobolsonaro

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, afirmou nesta quinta-feira (13) que houve uma tentativa de filiá-lo ao PT após ele ter sido registrado de forma fraudulenta como filiado ao Missão, partido de Renan Santos, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Gente, como se não bastasse, [...] às 18h, eu recebi um outro e-mail oficial. Uma filiação ao PT. Tentaram me filiar ao PT. Aí eu me senti ofendido. Não façam isso. Eu não faço parte dessa organização criminosa de jeito nenhum”, afirmou durante transmissão ao vivo no YouTube.

Ao comentar o caso envolvendo o Missão, Flávio disse que recebeu e-mails automáticos do partido em seu endereço institucional do Senado. Segundo ele, a assessoria chegou a considerar as mensagens como spam.

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“Chegou no meu gabinete alguns e-mails automáticos desse partido aí. É porque como ninguém conhece, acaba que a assessoria aqui acha que é spam. Mas eu imprimi aqui um para ler para vocês. Um dos spams que eu recebi desse partido no meu e-mail do Senado é reclamando que não recebeu meu pagamento em 10 dias. Quer dizer, além de fraudarem a minha filiação, ainda estavam cobrando”, disse.

O caso veio à tona às vésperas do prazo final para o registro das candidaturas, que termina neste sábado (15). Nesta quinta-feira (13), o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, determinou a filiação imediata de Flávio ao PL.

Segundo a Corte, não houve ataque hacker aos sistemas da Justiça Eleitoral. A filiação ao Missão foi feita por uma pessoa que utilizou credenciais oficiais da própria legenda. O caso foi encaminhado à Polícia Federal (PF) para investigação.

O Missão também classificou como fraudulenta a filiação de Flávio. Segundo a legenda, a campanha do senador foi informada sobre o caso em 2 de agosto, mas não respondeu às tentativas de contato por e-mail.

O partido afirmou ainda que tentou cancelar a filiação no mesmo dia, mas o pedido teria sido barrado pelo TSE. A sigla acionou a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal e disse que pretende entregar às autoridades e disponibilizar à imprensa um relatório com registros de acessos, e-mails e endereços de IP relacionados ao caso.

“Não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção", disse o Missão.

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