Com Vorcaro e ex-BRB na mira, diretor da PF diz que delações só serão aceitas se somarem à investigação
Ao SBT News, Andrei Rodrigues não citou diretamente as diligências envolvendo o banqueiro do Master e Paulo Henrique Costa
Eduardo Gayer, Anita Prado, Cézar Feitoza
Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa foram presos em diferentes fases da Operação Compliance Zero | Reprodução
Com a Polícia Federal (PF) ainda negociando os termos da delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, o diretor-geral Andrei Rodrigues disse em entrevista ao SBT News nesta quinta-feira (23) que só aceitará acordos que tragam novos elementos à investigação.
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A PF já realizou quatro fases da Operação Compliance Zero, que apura a teia de relações de Vorcaro com altas figuras da República e sua atuação para perpetrar fraudes no sistema financeiro à revelia do Banco Central.
“Toda e qualquer delação premiada só será aceita na nossa metodologia de investigação se de fato puder aportar elementos novos, caminhos para novas provas, trazer informações que sejam úteis para a investigação, conforme está na lei", disse o diretor-geral da PF.
Na última fase da operação, a PF prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). É Costa quem corre agora contra o tempo para firmar uma delação – e preferencialmente antes de Vorcaro, para evitar que acordo do ex-banqueiro esvazie sua contribuição. O ex-presidente do BRB trocou sua defesa na quarta-feira (22) com essa intenção.
Outro preso pela PF no mesmo dia foi Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro de Vorcaro. Como mostrou o SBT News, Monteiro recebeu mais de R$ 118 milhões do Banco Master, conforme consta em declarações de Imposto de Renda. O Supremo tem dois votos para manter ambas as prisões em julgamento que deve ser concluído na sexta-feira (24), em plenário virtual.
Andrei Rodrigues lembrou, sem citá-lo diretamente, da contribuição premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de Jair Bolsonaro (PL), que embasou a investigação que levou à condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. O diretor disse que a delação é exemplo a ser seguido pela sua gestão.
“Acho que se não for assim, a PF, cumprindo a legislação, não tem porque de acolher alguma coisa que vá trazer benefícios para o investigado ou o réu sem trazer benefícios para a condução do processo.”
Com Vorcaro e ex-BRB na mira, diretor da PF diz que delações só serão aceitas se somarem à investigaçãoAo SBT News, Andrei Rodrigues não citou diretamente as diligências envolvendo o banqueiro do Master e Paulo Henrique Costa
Justiça2026-04-23T20:12:18.271ZCom a Polícia Federal (PF) ainda negociando os termos da delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, o diretor-geral Andrei Rodrigues disse em entrevista ao SBT News nesta quinta-feira (23) que só aceitará acordos que tragam novos elementos à investigação. A PF já realizou quatro fases da Operação Compliance Zero, que apura a teia de relações de Vorcaro com altas figuras da República e sua atuação para perpetrar fraudes no sistema financeiro à revelia do Banco Central. + “Toda e qualquer delação premiada só será aceita na nossa metodologia de investigação se de fato puder aportar elementos novos, caminhos para novas provas, trazer informações que sejam úteis para a investigação, conforme está na lei", disse o diretor-geral da PF. Na última fase da operação, a PF prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). É Costa quem corre agora contra o tempo para firmar uma delação – e preferencialmente antes de Vorcaro, para evitar que acordo do ex-banqueiro esvazie sua contribuição. O ex-presidente do BRB Outro preso pela PF no mesmo dia foi Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro de Vorcaro. Como mostrou o SBT News, , conforme consta em declarações de Imposto de Renda. O Supremo tem dois votos para manter ambas as prisões em julgamento que deve ser concluído na sexta-feira (24), em plenário virtual. Andrei Rodrigues lembrou, sem citá-lo diretamente, da contribuição premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de Jair Bolsonaro (PL), que embasou a investigação que levou à condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. O diretor disse que a delação é exemplo a ser seguido pela sua gestão. “Acho que se não for assim, a PF, cumprindo a legislação, não tem porque de acolher alguma coisa que vá trazer benefícios para o investigado ou o réu sem trazer benefícios para a condução do processo.”São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/com-vorcaro-e-ex-brb-na-mira-diretor-da-pf-diz-que-delacoes-so-serao-aceitas-se-somarem-a-investigacao