Ibaneis confirma que vai sancionar lei que autoriza uso de terrenos públicos para socorrer o BRB
Nova lei permite usar imóveis do DF como garantia para empréstimos e reforçar patrimônio do banco
Gabriela Tunes
Prédio do Banco de Brasília (BRB) | Divulgação/BRB
O projeto de lei para capitalizar o Banco de Brasília (BRB)deve ser sancionado na terça-feira (10). A informação foi confirmada pelo próprio governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), ao SBT News. O projeto autoriza o governo local a usar imóveis públicos para reforçar o patrimônio do BRB.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A proposta foi aprovada na semana passada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), por 14 votos a 10, após um debate marcado por críticas da oposição e divergências até dentro da base do governo.
O texto permite que o Governo do Distrito Federal utilize nove terrenos públicos como parte de um plano para fortalecer a situação financeira do banco estatal. Entre as possibilidades previstas estão a transferência dos imóveis para o patrimônio do BRB, a venda das áreas ou a utilização dos terrenos como garantia em operações financeiras.
O projeto também abre espaço para a contratação de empréstimos de até R$ 6,6 bilhões, que podem ser obtidos junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou outras instituições financeiras.
A iniciativa foi enviada pelo governo após o desgaste financeiro do banco relacionado a operações envolvendo o Banco Master, cuja negociação acabou barrada pelo Banco Central em 2025. O episódio gerou perdas e pressões sobre o patrimônio da instituição.
Segundo o governo local e a direção do BRB, a medida é necessária para garantir a solidez do banco e preservar operações consideradas estratégicas para o Distrito Federal, como pagamento de servidores, programas sociais e linhas de crédito.
Durante a votação na Câmara Legislativa, deputados da oposição afirmaram que o projeto foi aprovado sem informações detalhadas sobre a real situação financeira do banco e sobre os impactos da operação para o patrimônio público.
Parlamentares também criticaram a possibilidade de utilização de áreas públicas estratégicas, algumas ligadas a serviços públicos, como parte do plano de capitalização do banco.
O projeto também trouxe desgaste para alguns deputados da base do governo, como Thiago Manzoni (PL) e João Cardoso (Avante), que deixaram a base aliada ao governo Ibaneis após a aprovação do projeto.
Ao SBT News, o governador disse que a saída de Manzoni não vai impactar na aprovação de projetos de interesse do governo e nem na relação com a Câmara Legislativa.
"O Manzoni é um deputado competente e muito inteligente. Mesmo não fazendo parte da base do governo, tenho convicção que continuará a votar os projetos que beneficiarem a população do Distrito Federal", disse.
Ibaneis confirma que vai sancionar lei que autoriza uso de terrenos públicos para socorrer o BRBNova lei permite usar imóveis do DF como garantia para empréstimos e reforçar patrimônio do bancoEconomia2026-03-09T18:41:28.386ZO projeto de lei para capitalizar o Banco de Brasília (BRB) deve ser sancionado na terça-feira (10). A informação foi confirmada pelo próprio governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), ao SBT News. O projeto autoriza o governo local a usar imóveis públicos para reforçar o patrimônio do BRB. A proposta foi aprovada na semana passada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), por 14 votos a 10, após um debate marcado por críticas da oposição e divergências até dentro da base do governo. O texto permite que o Governo do Distrito Federal utilize nove terrenos públicos como parte de um plano para fortalecer a situação financeira do banco estatal. Entre as possibilidades previstas estão a transferência dos imóveis para o patrimônio do BRB, a venda das áreas ou a utilização dos terrenos como garantia em operações financeiras. O projeto também abre espaço para a contratação de empréstimos de até R$ 6,6 bilhões, que podem ser obtidos junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou outras instituições financeiras. A iniciativa foi enviada pelo governo após o desgaste financeiro do banco relacionado a operações envolvendo o Banco Master, cuja negociação acabou barrada pelo Banco Central em 2025. O episódio gerou perdas e pressões sobre o patrimônio da instituição. Segundo o governo local e a direção do BRB, a medida é necessária para garantir a solidez do banco e preservar operações consideradas estratégicas para o Distrito Federal, como pagamento de servidores, programas sociais e linhas de crédito. Durante a votação na Câmara Legislativa, deputados da oposição afirmaram que o projeto foi aprovado sem informações detalhadas sobre a real situação financeira do banco e sobre os impactos da operação para o patrimônio público. Parlamentares também criticaram a possibilidade de utilização de áreas públicas estratégicas, algumas ligadas a serviços públicos, como parte do plano de capitalização do banco. O projeto também trouxe desgaste para alguns deputados da base do governo, como Thiago Manzoni (PL) e João Cardoso (Avante), que deixaram a base aliada ao governo Ibaneis após a aprovação do projeto. Ao SBT News, o governador disse que a saída de Manzoni não vai impactar na aprovação de projetos de interesse do governo e nem na relação com a Câmara Legislativa. "O Manzoni é um deputado competente e muito inteligente. Mesmo não fazendo parte da base do governo, tenho convicção que continuará a votar os projetos que beneficiarem a população do Distrito Federal", disse.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/ibaneis-confirma-que-vai-sancionar-lei-que-autoriza-uso-de-terrenos-publicos-para-socorrer-o-brb
PL 'dribla' STF e exibe Jair Bolsonaro em vídeo de IA
Mensagem do ex-presidente foi exibida durante evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência após restrições impostas por Moraes
Associação dos delegados da PF vê risco para caso Master
Em entrevista ao SBT News, presidente da entidade dos delegados da PF diz que corporação aprendeu com anulações, segue protocolos e atua com preocupação