Campanha de Lula deve mirar em reduzir abstenções, afirma dirigente do PT
Éden Valadares avalia que “está muito difícil virar voto” e, assim, partido precisa focar em mobilização

O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, avalia que o cenário cristalizado da polarização no País dificulta a migração de eleitores e, por isso, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria focar em reduzir as abstenções. Ou seja: garantir que os propensos a votar no pré-candidato à reeleição de fato compareçam às urnas.
“Essa eleição presidencial será sobre quem vai conseguir reduzir a abstenção e manter a militância mobilizada até as 18 horas do dia 4 de outubro. O país está dividido. Está muito difícil virar voto, as grandes polêmicas nacionais já estão postas”, declarou à coluna o dirigente petista, ex-presidente do partido na Bahia.
No primeiro turno das eleições de 2022, o índice de abstenções foi de 20,9%, maior porcentual em 14 anos. No segundo turno, recuou a 20,5%, o que correspondeu a aproximadamente 32,2 milhões de pessoas em um cenário semelhante de polarização, quando Lula enfrentou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2026, o duelo deve ser com o primogênito do rival, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Daqui para frente, o PT pretende reduzir a abstenção em duas frentes. De um lado, ressaltar entregas na área econômica. De outro, desgastar Flávio com uma série de vídeos que miram catapultar sua rejeição. O arsenal da legenda contra o adversário será disparado a partir da próxima semana.
Pesquisa Datafolha divulgada no domingo mostra Lula com 46% das intenções de voto contra 43% de Flávio. Na margem de erro, os dois estão empatados tecnicamente.














































































