Técnicos da Fazenda negam discussão sobre "taxa das blusinhas" e descartam mudança
Vice-presidente Geraldo Alckmin defende indústria têxtil e diz que taxa representa "defesa do emprego"



Soane Guerreiro
Victoria Abel
Integrantes do Ministério da Fazenda descartam, em conversas de bastidores, que exista discussão para derrubar a "taxa das blusinhas".
Técnicos da pasta dizem ao SBT News que não há pedido do Planalto para reverter a medida e que o imposto é essencial para proteger a indústria nacional, bem como os empregos gerados por ela.
Nos últimos dias, aliados de Lula (PT) na comunicação do governo vinham defendendo uma revisão da taxa, como forma de o presidente retomar parte da popularidade perdida, em ano eleitoral.
A defesa do setor industrial têxtil foi feita publicamente nessa quinta (2) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que destacou o aumento de contratações desde que o imposto foi aplicado aos sites estrangeiros.
"Em 2024, a indústria têxtil contratou 6 mil colaboradores. No ano passado, 30 mil. Multiplicou por cinco. Então, mesmo com a tributação, ainda é a carga tributária bem menor do que o item produzido no Brasil. Eu não tenho participado desse debate, mas lá atrás, quando houve a discussão, nós defendemos porque entendemos que precisamos garantir lealdade concorrencial", disse Alckmin a jornalistas.
A "taxa das blusinhas" é uma cobrança de alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas por pessoas físicas, feitas em sites de compras. Para valores maiores, a taxação pode chegar a 60%.
O imposto também foi citado em relatório do governo americano, divulgado na quarta (1º), que critica medidas de proteção ao comércio brasileiro.









