Economia

Técnicos da Fazenda negam discussão sobre "taxa das blusinhas" e descartam mudança

Vice-presidente Geraldo Alckmin defende indústria têxtil e diz que taxação representa "defesa do emprego"

Avatar de Soane Guerreiro
Avatar de Victoria Abel
Soane Guerreiro, Victoria Abel

Integrantes do Ministério da Fazenda descartam, em conversas de bastidores, que exista discussão para derrubar a "taxa das blusinhas".

Técnicos da pasta dizem ao SBT News que não há pedido do Planalto para reverter a medida e que o imposto é essencial para proteger a indústria nacional, bem como os empregos gerados por ela.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

Nos últimos dias, aliados de Lula (PT) na comunicação do governo vinham defendendo uma revisão da taxa, como forma de o presidente retomar parte da popularidade perdida, em ano eleitoral.

A defesa do setor industrial têxtil foi feita publicamente nessa quinta (2) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que destacou o aumento de contratações desde que o imposto foi aplicado aos sites estrangeiros.

"Em 2024, a indústria têxtil contratou 6 mil colaboradores. No ano passado, 30 mil. Multiplicou por cinco. Então, mesmo com a tributação, ainda é a carga tributária bem menor do que o item produzido no Brasil. Eu não tenho participado desse debate, mas lá atrás, quando houve a discussão, nós defendemos porque entendemos que precisamos garantir lealdade concorrencial", disse Alckmin a jornalistas.

A "taxa das blusinhas" é uma cobrança de alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas por pessoas físicas, feitas em sites de compras. Para valores maiores, a taxação pode chegar a 60%.

O imposto também foi citado em relatório do governo americano, divulgado na quarta (1º), que critica medidas de proteção ao comércio brasileiro.

Últimas notícias