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EUA atualizam duração esperada para guerra contra Irã: "de 4 a 6 semanas"

Casa Branca defendeu diplomacia para acordo de paz entre os países, mas reiterou ameaças

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Secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt | Reprodução/X

A ofensiva militar dos Estados Unidos e Israel contra o Irã deve durar de quatro a seis semanas. O prazo foi divulgado na quarta-feira (25) pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, que disse que o país está “muito próximo” de conquistar os objetivos centrais da operação.

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"Desde o início, o presidente [Donald] Trump e o Departamento de Guerra estimaram que levaria aproximadamente de quatro a seis semanas para alcançar essa missão crítica. Vinte e cinco dias depois, o maior exército que o mundo já conheceu está adiantado e atuando excepcionalmente. Estamos muito próximos de cumprir nossos objetivos e esta missão militar continua sem interrupções", disse Leavitt.

A fala ocorreu em meio à retomada de diálogo entre Estados Unidos e Irã. Nesta semana, Washington enviou um plano de paz à Teerã, que rejeitou o texto e encaminhou uma contraproposta ao país com cinco exigências. Entre elas estão a suspensão total das agressões, inclusive para grupos aliados na região, o pagamento de reparações e o reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.

Apesar do avanço da diplomacia, Leavitt reiterou ameaças. Segundo ela, caso não “entenda” que foi derrotado no conflito, o Irã será atingido por novos e maiores ataques.

“Os elementos restantes do regime iraniano têm outra oportunidade de cooperar com o presidente Trump, abandonar permanentemente suas ambições nucleares e cessar de ameaçar ativamente a América e nossos aliados", disse Leavitt. "Se o Irã não entender que foi derrotado militarmente e continuará sendo, o presidente Trump garantirá que sejam atingidos mais duramente do que jamais foram", acrescentou.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

O Irã foi alvo de um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no 28 de fevereiro. O bombardeio, que deixou mais de 500 mortos, ocorreu em meio às negociações de Teerã com Washington sobre um novo acordo nuclear.

Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandato, Trump vinha pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

Dias antes do ataque, representantes iranianos e norte-americanos se encontram na Suíça para debater um novo acordo nuclear. Eles haviam classificado o encontro como positivo, dizendo que o próximo passo envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Na manhã de sábado, no entanto, Trump acusou o Irã de “voltar a perseguir suas ambições nucleares”, mesmo após os ataques de 2025, resultando em novos bombardeios, desta vez em parceria com Israel. Em retaliação aos ataques, Teerã lançou mísseis contra Israel e atacou bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Um ataque direto aos Estados Unidos também foi prometido pelos iranianos.

O conflito se expandiu após o Hezbollah, aliado do Irã, lançar mísseis contra Israel, que respondeu atacando alvos em todo o Líbano, país onde o grupo é dominante. Além disso, drones iranianos atingiram bases militares europeias no Oriente Médio. A ação resultou em um comunicado conjunto entre França, Alemanha e Reino Unido, que sugeriram a possibilidade de entrar no conflito para "a defesa de seus interesses e de seus aliados".

As hostilidades entre Irã e Estados Unidos escalaram para o Estreito de Ormuz. Situada entre o Irã e Omã, a região é um ponto estratégico por ser a principal rota de saída para cerca de 20% do petróleo mundial. Por esse motivo, confrontos militares na região levantam sérias preocupações sobre a segurança energética e a estabilidade do mercado global de petróleo, o que pressiona a economia.

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