Economia

Páscoa deve levar 106 milhões de consumidores às compras, diz pesquisa

Ovos de chocolate continuam no topo da preferência de buscas; ticket médio previsto é de R$ 253

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Ovos de Páscoa no mercado | Agência Brasil

A Páscoa deve levar 106 milhões de consumidores às compras no Brasil, segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Ao todo, 65% dos brasileiros pretendem realizar compras para a data, um crescimento nominal de 4,2 milhões de pessoas em relação ao ano passado.

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Segundo o levantamento, os ovos de chocolate industrializados continuam no topo da preferência dos consumidores (56%), seguidos por bombons (50%) e barras (39%). O gasto médio previsto é de R$ 253, com cada consumidor adquirindo, em média, cinco produtos para a data.

Além do chocolate, 78% dos brasileiros pretendem consumir pratos tradicionais da época. O bacalhau, o salmão e o atum são a preferência absoluta de 49% dos consumidores, sobretudo entre os Baby Boomers e as Classes A/B. Também ganham destaque na mesa a Colomba Pascal (18%) e o Pão de Páscoa (15%).

“A Páscoa reafirma sua posição como uma das datas mais vitais do calendário comercial. O impacto é multissetorial: desde o varejo de alimentos, até o setor de pescados”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa. O grande desafio para o lojista este ano é a ‘janela de última hora’, já que 45% dos consumidores pretendem comprar apenas na semana do evento”, acrescenta.

Alerta do endividamento

Apesar do otimismo nas vendas, a restrição financeira é um fator crítico. Entre os consumidores que não irão às compras, 51% justificam a decisão pela necessidade de priorizar o pagamento de dívidas, um salto de 31 pontos percentuais em relação a 2025. Além disso, 38% dos que pretendem comprar para a Páscoa possuem contas em atraso, e, destes, 75% já estão negativados.

“Embora haja um desejo latente de celebrar e presentear, o componente de restrição financeira está mais forte do que nunca. Para quem vai às compras, a cautela deve ser a palavra de ordem, é fundamental que o consumidor faça um planejamento rigoroso e utilize a pesquisa de preços para evitar que a celebração de hoje se torne uma inadimplência prolongada amanhã”, aconselha Costa.

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