Bacalhau ganha força na Páscoa e pode bater recorde de vendas
Comerciantes antecipam compras e apostam em alta demanda, mesmo após queda no consumo no ano passado
SBT Brasil
O bacalhau deve ser o grande protagonista da Páscoa de 2026 no Brasil. Um levantamento da plataforma de automação de pagamentos Qive, baseado na análise de 26 milhões de notas fiscais, indica que o varejo se preparou com antecedência e ampliou significativamente os estoques do produto.
Segundo o estudo, os comerciantes anteciparam as compras neste ano e concentraram os pedidos já em fevereiro — um movimento incomum em relação aos anos anteriores.
De acordo com o fundador da Qive, Vitor de Araújo, o volume adquirido foi 180% maior do que o último pico registrado, em março de 2024.
"O mercado está se preparando para vender bastante bacalhau este ano", afirmou.
Apesar de uma retração de cerca de 26% no consumo em 2025, o setor não perdeu a confiança. A pesquisa mostra que o aumento nas compras não está diretamente ligado à inflação, mas sim a um planejamento mais eficiente do varejo, que passou a concentrar pedidos e reduzir custos operacionais, como frete e logística.
Com maior oferta nas prateleiras, há opções para diferentes bolsos — desde cortes mais simples até peças nobres.
Mesmo assim, o bacalhau de primeira linha pode chegar a quase R$ 600 o quilo, o que faz muitos consumidores pesquisarem antes de comprar.
Nos mercados, a variedade chama atenção: lombo, filé, desfiado, lascas e outros.
"Tem para todo bolso", resume um comerciante.
E o chocolate? Vai ficar em segundo plano?
Embora os ovos de Páscoa continuem presentes nas lojas, eles não devem liderar as vendas em volume.
Segundo o levantamento, o comportamento do consumidor deve se manter: menos quantidade comprada, mas com gasto médio mais alto, refletindo o aumento dos preços.
Ainda assim, vitrines com coelhos, ovos decorados e produtos temáticos seguem apostando no apelo visual para atrair clientes.
A combinação de estoques reforçados, planejamento antecipado e expectativa de demanda indica que o setor aposta em uma Páscoa aquecida — com o bacalhau novamente no centro das mesas brasileiras.








