Eduardo Bolsonaro e Mário Frias estão no Oriente Médio em meio a crise de Flávio e Vorcaro
Os dois são pivôs de crise que envolve pedido de dinheiro de Flávio Bolsonaro a ex-dono do Banco Master



Cézar Feitoza
Guilherme Seto
A crise que envolve a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ocorreu no exato momento em que dois dos principais pivôs da polêmica estão fora do país, viajando para o mesmo lugar. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mário Frias (PL-RJ) estão no Bahrein, no Oriente Médio, para onde se deslocaram nos últimos dias.
O site Intercept Brasil revelou nesta quinta-feira (14) um áudio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no qual ele pede dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a reportagem, parte do dinheiro teria sido enviada para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas e controlado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro.
Frias, por sua vez, é produtor executivo e participou da elaboração do roteiro do filme. Segundo o Intercept, ele enviou mensagem a Vorcaro agradecendo pelo apoio.
Em nota ao SBT News, a Câmara dos Deputados afirma que Frias apresentou pedido de missão oficial sem ônus “para cumprimento de agenda no Bahrein no período de 12 a 18 de maio de 2026”. Segundo a Casa, ele recebeu convite da embaixada do Bahrein para participar de reuniões no parlamento do país e do Comitê de Desenvolvimento Econômico.
Além de Eduardo e Mário, o jornalista bolsonarista Paulo Figueiredo também participa da viagem ao Golfo Pérsico.
Figueiredo disse ao SBT News que a viagem dele e de Eduardo já estava marcada com antecedência e que as agendas dele e do ex-deputado são privadas.
Mário foi procurado, mas não se manifestou.
Na quarta-feira, após a revelação da conversa de Flávio com o ex-banqueiro, Eduardo e Mário divulgaram notas de posicionamento.
O filho do ex-presidente disse que não houve uso de dinheiro público e que o dinheiro solicitado a Vorcaro foi “privado para uso privado”.
“O contrato do filme foi assinado em 2024. Antes de qualquer fato negativo, Vorcaro era a esta época um grande empresário", disse Eduardo ao jornal Correio da Manhã.
Mário Frias, por sua vez, disse inicialmente não haver “um centavo” de recursos de Vorcaro no filme e que Flávio “não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora”.
Nesta quinta-feira (14), Frias mudou seu posicionamento e disse que fechou contrato com a empresa Entre Investimentos. A reportagem do Intercept mostrou conversas em que Vorcaro determina a seu cunhado, Fabiano Zettel, que transfira dinheiro para o filme “via Entre”, em referência à empresa.









