Economia

Desemprego sobe em 15 estados no primeiro trimestre de 2026, aponta IBGE

Amapá teve a maior taxa de desocupação do país, enquanto Santa Catarina registrou o menor índice

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Desemprego sobe em 15 estados no primeiro trimestre de 2026, aponta IBGE | Agência Brasil/Marcello Casal Jr

A taxa de desemprego subiu em 15 estados brasileiros no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo IBGE. No país, a taxa ficou em 6,1%, a menor para o período desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. Em outros 12 estados, a desocupação permaneceu estável.

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  • As altas mais acentuadas foram registradas no Ceará, com aumento de 2,3 pontos percentuais, no Acre (1,8 p.p.) e no Tocantins (1,6 p.p.).
  • Já os menores avanços ocorreram em Rondônia (1,1 p.p.), Espírito Santo (0,8 p.p.) e Santa Catarina (0,5 p.p.).

O levantamento do IBGE também mostra desigualdade na taxa de ocupação entre os estados, com uma variação de mais de sete pontos percentuais.

As maiores taxas de desocupação foram registradas no Amapá (10%), Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%), Pernambuco (9,2%) e Piauí (8,9%). Já as menores ficaram em Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%), Espírito Santo (3,2%), Paraná (3,5%) e Rondônia (3,7%).

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, o aumento da desocupação no primeiro trimestre é um movimento histórico provocado pela dispensa de trabalhadores temporários.

“A desocupação aumenta historicamente no primeiro trimestre por causa da dispensa de trabalhadores temporários, seja devido à tendência de recuo no Comércio nesse período do ano, seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporários nas atividades de Educação e Saúde no setor público municipal”, explica.

Ainda de acordo com o analista, a pesquisa mostra que a taxa de desocupação foi maior entre as mulheres (7,3%) do que entre os homens (5,1%).

O levantamento também traz um recorte por cor ou raça. Entre as pessoas que se declaram brancas, a taxa de desocupação ficou em 4,9% no primeiro trimestre de 2026. Já entre as pessoas pretas, o índice foi de 7,6%, enquanto entre as pardas chegou a 6,8%.

Na análise por escolaridade, a maior taxa de desemprego foi registrada entre pessoas com ensino médio incompleto, com índice de 10,8%.

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