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O relator Léo Prates (Republicanos-BA) e os ministros José Guimarães, das Relações Institucionais, e Luiz Marinho, do Trabalho, também estavam presentes.
A expectativa é de que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e o Projeto de Lei enviado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avancem ainda neste mês na Câmara.
Para o professor de Direito do Insper Ricardo Calcini, isso dependerá dos acordos que serão feitos. “Hoje, depende de uma vontade política, já que o mais importante é que se defina qual é o projeto prioritário, o do Executivo ou do Legislativo".
Ele ainda avalia que, se essa pauta não avançar esse ano, por ser ano de eleição, é provável que ela tenha mais dificuldade para voltar a ser discutida. “Entendo que, se não passar agora, antes das eleições, a urgência do fim da escala 6x1 naturalmente vai se esvaziar.”
Os deputados Alencar Santana (esq.) e Léo Prates (dir.), presidente e relator da comissão especial que analisa a PEC da 6x1 | Lula Marques/Agência Brasil
Como são os próximos passos?
A PEC que trata do fim da escala 6x1 já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora está em análise em uma comissão especial. O colegiado deverá elaborar um parecer antes que o texto seja encaminhado ao plenário da Câmara dos Deputados. Esse parecer deve reunir os principais pontos das propostas apresentadas até agora pelos parlamentares. A expectativa é que o relator consolide sugestões sobre jornada de trabalho, regras de transição e prazo de implementação em uma única versão.
Por alterar a Constituição, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos de votação na Câmara, com pelo menos 308 votos favoráveis. Depois disso, o texto segue para o Senado Federal, onde também passa pela Comissão de Constituição e Justiça e por mais dois turnos de votação em plenário.
Caso a PEC seja aprovada pelas duas Casas, a proposta é promulgada pelo Congresso Nacional.
Já o Projeto de Lei apresentado pelo governo federal tem uma tramitação diferente. O texto precisa ser aprovado por maioria simples na Câmara dos Deputados e, em seguida, segue para análise do Senado. Se aprovado pelos senadores, vai para sanção presidencial.
As propostas em discussão ainda não definem de forma unificada quando o fim da escala 6x1 começaria a valer.
O texto apresentado pela deputada Erika Hilton (PSOL) não estabelece prazo exato de implementação. Já o do deputado Reginaldo Lopes (PT) apresentou uma proposta de transição em dez anos. Enquanto a deputada Júlia Zanatta, do PL, propõe um período de adaptação de 12 anos.
Porém, Luiz Otávio Guerra, sócio da área trabalhista no Marcelo Tostes Advogados, analisa que, embora o governo esteja tentando aprovar a mudança antes das eleições, considera ser muito difícil alterações práticas nos próximos meses.
"Caso aprovada, a mudança não será imediata; a expectativa é de um período de transição para as empresas se adaptarem. Não é possível passar rapidamente, por exemplo, de 44 horas para uma jornada menor, porque as empresas precisam ter tempo para se ajustar”, afirma.
A definição sobre prazos e regras de transição deve constar no parecer que será apresentado pela comissão especial da Câmara.
Fim da 6x1 ganha força, mas implementação imediata é improvávelEspecialistas avaliam que PEC e projeto do governo aceleram na Câmara, porém propostas divergem sobre prazo de transição e mudanças na jornadaPolítica2026-05-13T19:35:17.490ZO que tratam da redução da jornada de trabalho após uma reunião com o presidente da comissão especial responsável pela análise do tema, o deputado Alencar Santana (PT-SP). O relator Léo Prates (Republicanos-BA) e os ministros José Guimarães, das Relações Institucionais, e Luiz Marinho, do Trabalho, também estavam presentes. A expectativa é de que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e o Projeto de Lei enviado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avancem ainda neste mês na Câmara. Para o professor de Direito do Insper Ricardo Calcini, isso dependerá dos acordos que serão feitos. “Hoje, depende de uma vontade política, já que o mais importante é que se defina qual é o projeto prioritário, o do Executivo ou do Legislativo". Ele ainda avalia que, se essa pauta não avançar esse ano, por ser ano de eleição, é provável que ela tenha mais dificuldade para voltar a ser discutida. “Entendo que, se não passar agora, antes das eleições, a urgência do fim da escala 6x1 naturalmente vai se esvaziar.” Como são os próximos passos? A PEC que trata do fim da escala 6x1 já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora está em análise em uma comissão especial. O colegiado deverá elaborar um parecer antes que o texto seja encaminhado ao plenário da Câmara dos Deputados. Esse parecer deve reunir os principais pontos das propostas apresentadas até agora pelos parlamentares. A expectativa é que o relator consolide sugestões sobre jornada de trabalho, regras de transição e prazo de implementação em uma única versão. Por alterar a Constituição, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos de votação na Câmara, com pelo menos 308 votos favoráveis. Depois disso, o texto segue para o Senado Federal, onde também passa pela Comissão de Constituição e Justiça e por mais dois turnos de votação em plenário. Caso a PEC seja aprovada pelas duas Casas, a proposta é promulgada pelo Congresso Nacional. Já o Projeto de Lei apresentado pelo governo federal tem uma tramitação diferente. O texto precisa ser aprovado por maioria simples na Câmara dos Deputados e, em seguida, segue para análise do Senado. Se aprovado pelos senadores, vai para sanção presidencial. Quando acaba a 6x1? As propostas em discussão ainda não definem de forma unificada quando o fim da escala 6x1 começaria a valer. O texto apresentado pela deputada Erika Hilton (PSOL) não estabelece prazo exato de implementação. Já o do deputado Reginaldo Lopes (PT) apresentou uma proposta de transição em dez anos. Enquanto a deputada Júlia Zanatta, do PL, propõe um período de adaptação de 12 anos. Porém, Luiz Otávio Guerra, sócio da área trabalhista no Marcelo Tostes Advogados, analisa que, embora o governo esteja tentando aprovar a mudança antes das eleições, considera ser muito difícil alterações práticas nos próximos meses. "Caso aprovada, a mudança não será imediata; a expectativa é de um período de transição para as empresas se adaptarem. Não é possível passar rapidamente, por exemplo, de 44 horas para uma jornada menor, porque as empresas precisam ter tempo para se ajustar”, afirma. A definição sobre prazos e regras de transição deve constar no parecer que será apresentado pela comissão especial da Câmara. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/fim-da-escala-6x1-ganha-forca-na-camara