Justiça

Flávio diz que conversa com Fachin foi “amistosa” e que não terá perfil reativo contra o STF

Pré-candidato à Presidência afirmou que tratou de amenidades com o presidente do Supremo e voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes

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Ighor Nóbrega
13/05/2026, 18:26 • Atualizado em 13/05/2026, 18:28
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O senador Flávio Bolsonaro na entrada do Supremo Tribunal Federal | Paola Cuenca/SBT News

O senador Flávio Bolsonaro na entrada do Supremo Tribunal Federal | Paola Cuenca/SBT News

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, se reuniu nesta quarta-feira (13) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin. O encontro foi realizado a pedido do parlamentar na sede da Corte.

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Na saída da reunião, Flávio disse a jornalistas que a conversa foi “bastante amistosa” e que ficou com uma “excelente impressão” do ministro. Afirmou ainda que não tratou de política ou de julgamentos no tribunal, mas sim de “amenidades”.

“Eu pedi a visita com o presidente Fachin, algo institucional. Não havia tido oportunidade de conversar com ele nesses anos, mas como pré-candidato quis me apresentar e trocar ideia com ele sobre o que penso do país. [...] Foi uma conversa de identificação nesses aspectos”, afirmou Flávio Bolsonaro.

“Antes que comecem a vir falar coisas no ouvido dele a meu respeito que não são verdade eu já vim aqui e deixei um canal, uma ponte, 100% aberta de diálogo”, completou.

Flávio disse ter informado ao presidente do Supremo que não terá um perfil reativo em relação à justiça durante o período eleitoral e nem como presidente, se eleito. Ele colocou isso com uma diferenciação em relação à postura do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Meu perfil é esse, de vir e conversar”, explicou.

À parte do afago a Fachin, o pré-candidato ao Planalto voltou a criticar a atuação do ministro Alexandre de Moraes, atual vice-presidente do STF.

O senador afirmou estar “indignado” com os “excessos” e as “injustiças” do ministro e reclamou da decisão de Moraes de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria, que teve o veto derrubado pelo Congresso em 30 de abril.

Segundo Flávio, o magistrado teve uma “atuação política” que caracteriza um crime de responsabilidade. Ele declarou que Moraes tem “ultrapassado qualquer limite do bom senso, do razoável e, principalmente, da Constituição” e voltou a pedir a abertura de um processo de impeachment.

Moraes assumirá a presidência do Supremo em setembro de 2027, durante eventual primeiro ano de governo de Flávio caso o senador seja eleito ao Executivo federal. Flávio minimizou essa questão e disse que Fachin ainda terá um “período razoável” à frente da Corte durante o próximo ano.

“Espero que daqui para lá o ministro Alexandre de Moraes volte a ser uma pessoa que respeite a Constituição, que não use sua caneta para promover perseguição política como ele fez com o presidente Jair Bolsonaro”, declarou.

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