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Tiros são disparados e causam tumulto no Senado das Filipinas

Confusão teria acontecido durante tentativa de prisão de parlamentar; informações ainda são apuras

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Tiros e confusão tomam conta do Senado das Filipinas | Reprodução/Reuters

Tiros e confusão tomam conta do Senado das Filipinas | Reprodução/Reuters

Tiros foram ouvidos no Senado das Filipinas nesta quarta-feira (13) e as pessoas que estavam no local foram orientadas a correr para se proteger, segundo testemunhas ouvidas pela agência Reuters. Ainda não está claro quem disparou e qual o motivo. No entanto, havia a expectativa de prisão de um senador procurado pelo Tribunal Penal Internacional.

Jornalistas disseram que mais de 10 militares chegaram mais cedo ao prédio do Senado, alguns portando fuzis. As informações são contraditórias. O presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., afirmou que o governo não esteve envolvido nos disparos.

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O fato ocorreu no momento em que Ronald dela Rosa, o principal executor da chamada "guerra às drogas" na gestão do ex-presidente filipino Rodrigo Duterte, disse no Facebook que sua prisão era iminente e pediu que as pessoas se mobilizassem para impedir sua entrega ao Tribunal Penal Internacional.

Dela Rosa se refugiou no escritório legislativo e conclamou o público a comparecer e impedir sua prisão.

"Estou fazendo um apelo a vocês, espero que possam me ajudar. Não permitam que outro filipino seja levado a Haia", disse dela Rosa em um vídeo postado no Facebook de seu gabinete no Senado. +Israel prende soldado que colocou cigarro na boca de estátua de Maria no Líbano

Dela Rosa, de 64 anos, supervisionou uma forte repressão durante a qual milhares de supostos traficantes de drogas foram mortos, com grupos de direitos humanos acusando a polícia de assassinatos sistemáticos.

A polícia rejeita as alegações e afirma que os mais de 6.000 mortos em operações antidrogas estavam todos armados e haviam resistido à prisão.

Senado das Filipinas | Reprodução/Reuters
Senado das Filipinas | Reprodução/Reuters

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