Golpistas usam Desenrola Brasil 2.0 para cobrar falsas taxas via PIX
Páginas falsas imitam portal do governo e prometem descontos de até 96% em renegociação de dívidas
Caio Barcellos
Desenrola 2.0 oferecerá renegociação de dívidas contratadas até 31 de janeiro | Divulgação
Um golpe que utiliza o Desenrola Brasil 2.0 como isca para cobrar falsas taxas via PIX começou a circular na internet poucos dias depois do lançamento do programa de renegociação de dívidas. A estratégia usa páginas que imitam o portal do governo federal e prometem descontos elevados na renegociação de dívidas.
As páginas afirmam que o cidadão pode “limpar o nome” com abatimentos de até 96% nas dívidas. Para iniciar o suposto processo, o usuário é orientado a informar CPF e dados pessoais para uma “análise de elegibilidade”.
Depois da simulação de consulta, o sistema informa que o cadastro foi aprovado e apresenta ofertas de renegociação. Em seguida, passa a cobrar via PIX uma “taxa administrativa” ou “taxa de processamento eletrônico” de até R$ 92. O pagamento é solicitado por meio de QR Code ou código “copia e cola”.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
O dinheiro não vai para bancos nem para o governo federal, mas para contas usadas pelos criminosos.
De acordo com a empresa de cibersegurança Kaspersky, a cobrança de taxas para adesão ao programa é o principal sinal de fraude. O Desenrola não exige pagamento para participação.
“O modus operandi desse golpe explora a urgência e a promessa de soluções fáceis para problemas complexos. A principal linha de defesa do cidadão é a desconfiança ativa. Qualquer oferta que pareça 'boa demais para ser verdade' ou a exigência de 'taxas administrativas' inesperadas para liberar benefícios são sinais de alerta. É fundamental que os usuários verifiquem sempre a autenticidade do site pelo seu endereço (URL) e consultem apenas os canais oficiais do programa antes de fornecer dados ou efetuar qualquer pagamento”, afirma Fabio Assolini, lead security researcher da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina.
Os fraudadores também simulam um atendimento automático em formato de chat, semelhante ao Gov.br, para dar aparência de legitimidade ao processo. Em algumas telas, prometem retirar o nome do usuário dos cadastros de inadimplência em até 5 dias úteis.
Desenrola Brasil 2.0
O Desenrola Brasil 2.0 foi lançado pelo governo Lula (PT) em 5 de maio e prevê descontos de até 90%, além de parcelamento em até 48 meses.
Procurado pelo SBT News, o Ministério da Fazenda foi questionado sobre o conhecimento da circulação das páginas falsas, possíveis medidas para retirada dos sites do ar e eventuais denúncias recebidas relacionadas ao golpe. A reportagem será atualizada assim que uma resposta for enviada.
Exemplo de página falsa sobre o Desenrola | Reprodução
Golpistas usam Desenrola Brasil 2.0 para cobrar falsas taxas via PIXPáginas falsas imitam portal do governo e prometem descontos de até 96% em renegociação de dívidasEconomia2026-05-13T16:32:31.494ZUm golpe que utiliza o Desenrola Brasil 2.0 como isca para cobrar falsas taxas via PIX começou a circular na internet poucos dias depois do lançamento do programa de renegociação de dívidas. A estratégia usa páginas que imitam o portal do governo federal e prometem descontos elevados na renegociação de dívidas. As páginas afirmam que o cidadão pode “limpar o nome” com abatimentos de até 96% nas dívidas. Para iniciar o suposto processo, o usuário é orientado a informar CPF e dados pessoais para uma “análise de elegibilidade”. Depois da simulação de consulta, o sistema informa que o cadastro foi aprovado e apresenta ofertas de renegociação. Em seguida, passa a cobrar via PIX uma “taxa administrativa” ou “taxa de processamento eletrônico” de até R$ 92. O pagamento é solicitado por meio de QR Code ou código “copia e cola”. O dinheiro não vai para bancos nem para o governo federal, mas para contas usadas pelos criminosos. De acordo com a empresa de cibersegurança Kaspersky, a cobrança de taxas para adesão ao programa é o principal sinal de fraude. O Desenrola não exige pagamento para participação. “O modus operandi desse golpe explora a urgência e a promessa de soluções fáceis para problemas complexos. A principal linha de defesa do cidadão é a desconfiança ativa. Qualquer oferta que pareça 'boa demais para ser verdade' ou a exigência de 'taxas administrativas' inesperadas para liberar benefícios são sinais de alerta. É fundamental que os usuários verifiquem sempre a autenticidade do site pelo seu endereço (URL) e consultem apenas os canais oficiais do programa antes de fornecer dados ou efetuar qualquer pagamento”, afirma Fabio Assolini, lead security researcher da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina. Os fraudadores também simulam um atendimento automático em formato de chat, semelhante ao Gov.br, para dar aparência de legitimidade ao processo. Em algumas telas, prometem retirar o nome do usuário dos cadastros de inadimplência em até 5 dias úteis. Desenrola Brasil 2.0 O Desenrola Brasil 2.0 foi lançado pelo governo Lula (PT) em 5 de maio e prevê descontos de até 90%, além de parcelamento em até 48 meses. Segundo o Ministério da Fazenda, desde o lançamento. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta semana que cerca de 200 mil pedidos estão em análise nos bancos. Procurado pelo SBT News, o Ministério da Fazenda foi questionado sobre o conhecimento da circulação das páginas falsas, possíveis medidas para retirada dos sites do ar e eventuais denúncias recebidas relacionadas ao golpe. A reportagem será atualizada assim que uma resposta for enviada.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/golpistas-usam-desenrola-brasil-2-0-para-cobrar-falsas-taxas-via-pix
Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que diálogo pode ocorrer após as eleições, mas criticou Senado por omissão em julgar ministros do Supremo
Representação pede investigação por transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero após publicação contra Erika Hilton nas redes sociais