Ricardo Nunes diz não ver corrupção em áudios entre Flávio e Vorcaro
Prefeito de São Paulo afirmou que conversa tratava apenas de pedido de patrocínio; aliados reagem aos áudios


SBT News
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou nesta quinta-feira (14) que não vê indícios de corrupção nos áudios divulgados envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo Nunes, a conversa tratava apenas de um pedido de patrocínio para o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e não há elementos que indiquem desvio de recursos ou troca de benefícios entre as partes.
“Ele fez aquela solicitação de patrocínio para o filme, como fez para outras pessoas. A gravação deixa claro que era o pagamento de um compromisso de financiar o filme do Jair Bolsonaro. Não existe ali um caso de corrupção ou de que houve troca de algum benefício. O Flávio Bolsonaro não teria influência no Banco de Brasília ou no Banco Central”, afirmou.
Reação de aliados
Os áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro provocaram repercussão entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o episódio não interfere na campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro e disse que o senador já prestou esclarecimentos sobre o caso.
Já o governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou que ouvir Flávio Bolsonaro “cobrando dinheiro do Vorcaro” seria “imperdoável” e classificou o episódio como “um tapa na cara dos brasileiros de bem”.
O áudio de Flávio enviado a Vorcaro
A declaração ocorre um dia após o site The Intercept Brasil divulgar áudios nos quais Flávio Bolsonaro cobra Vorcaro por pagamentos atrasados relacionados à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
Segundo a reportagem, Vorcaro teria pago cerca de R$ 61 milhões para financiar o longa-metragem. Após a divulgação do áudio, Flávio confirmou que pediu dinheiro ao banqueiro, mas negou qualquer irregularidade.
O banqueiro Daniel Vorcaro está preso sob acusação de chefiar um esquema de fraudes financeiras que, segundo a Polícia Federal, pode chegar a R$ 12 bilhões.









