Polícia

Como agia a “Gangue da correntinha”, quadrilha que gravava roubos e exibia nas redes sociais

Grupo agia no centro de São Paulo e era monitorado havia cinco meses pelos policiais

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A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira (14) 16 suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubo de correntinhas de ouro na região da Rua 25 de Março, no centro da capital paulista.

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Segundo as investigações, o grupo se autointitulava “Gangue Mão de Ouro” e era monitorado havia cinco meses pelos policiais. Ao todo, 21 pessoas eram alvo da operação.

Como a quadrilha agia?

De acordo com a polícia, os criminosos atuavam de forma organizada e cada integrante tinha uma função específica durante os roubos.

Os investigadores identificaram que:

  • O “escalador” escolhia e apontava a vítima;
  • O “puxador” arrancava a correntinha;
  • Integrantes chamados de “parede” cercavam a vítima para impedir reação;
  • O “apoio” recebia a joia roubada e se misturava à multidão.

Os ataques aconteciam principalmente na região da Rua 25 de Março, conhecida pelo intenso comércio popular e grande circulação de pessoas.

Vídeos mostram ação contra idosos

Imagens obtidas pela investigação mostram vítimas sendo cercadas e atacadas rapidamente pelos criminosos. Em um dos flagrantes, um casal de idosos é abordado na calçada e tem a corrente roubada em poucos segundos.

Segundo a Polícia Civil, muitos crimes acabavam sem solução porque as vítimas não eram localizadas para formalizar denúncia.

Dos 21 investigados, seis são suspeitos de receptação das joias roubadas. Segundo a polícia, eles atuavam em bares e pequenos escritórios da região central de São Paulo, onde recebiam as correntinhas logo após os furtos e roubos.

Durante a operação, os agentes apreenderam cerca de R$ 30 mil em dinheiro e joias sem procedência.

Um dos investigados é Hélio Abreu dos Reis, conhecido como “Mãozinha”. Cadeirante e portador de uma doença degenerativa, ele é apontado como um dos receptadores da quadrilha.

Quadrilha ostentava crimes nas redes sociais

As investigações apontam ainda que os integrantes gravavam os próprios roubos e publicavam vídeos nas redes sociais. Nas postagens, os suspeitos marcavam os nomes dos integrantes da gangue.

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