Brasil amplia cobertura móvel, mas 26% seguem offline
Relatório da GSMA aponta que redes 4G cobrem 94% da população, enquanto o 5G já alcança cerca de 70%
SBT News
01/07/2026, 00:31 • Atualizado em 01/07/2026, 00:31
compartilhar
Imagem: Magnific
As redes móveis de quarta geração já alcançam 94% da população brasileira, enquanto o 5G cobre cerca de 70%. Ainda assim, mais de um quarto dos brasileiros segue desconectado, não por falta de sinal, mas por barreiras como custo e falta de familiaridade com a tecnologia. O dado integra um relatório divulgado nesta terça-feira (30) pela GSMA, entidade que representa operadoras de telecomunicações no mundo, durante evento em São Paulo. O documento reúne propostas para ampliar o uso da internet no país e reduzir a chamada “lacuna de adoção”.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
De acordo com o levantamento, 26% dos brasileiros moram em áreas cobertas por banda larga móvel, mas não contratam o serviço. O principal entrave apontado é econômico: a elevada carga tributária sobre serviços e aparelhos.
Diante desse cenário, a GSMA defende que a conectividade seja tratada como política de Estado, integrando ações de educação, financiamento e regulação. Para a entidade, a simples expansão da cobertura geográfica já não é suficiente para solucionar o problema de inclusão.
Representante das principais empresas do ecossistema global de telefonia móvel, a GSMA realizou pela primeira vez, nesta terça, o Digital Nation Summit. O evento reuniu autoridades públicas, lideranças corporativas, acadêmicos e representantes de organizações internacionais. O objetivo foi discutir caminhos que estão formando o futuro da transformação digital no Brasil, com um olhar para a conectividade, inovação e inclusão.
A tendência, inclusive, é de desaceleração na expansão das redes. Levar infraestrutura a regiões remotas tornou-se mais oneroso, visto que a população desconectada está concentrada em áreas de baixa densidade demográfica. Como alternativa, o relatório sugere o uso de recursos públicos, como o Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) e a adoção de regras mais previsíveis para o uso do espectro de radiofrequência.
O estudo também correlaciona o avanço da conectividade a benefícios socioeconômicos. Em áreas rurais, a chegada do 4G foi associada a uma redução média de 5,3% na taxa de pobreza ao longo da última década.
Além do aspecto financeiro, o relatório identifica que o baixo nível de letramento digital limita os ganhos de produtividade e a inclusão plena dos usuários. O avanço de fraudes e golpes no ambiente digital também preocupa a associação, que propõe uma estratégia coordenada de cibersegurança com definição clara de responsabilidades entre governo, empresas e usuários, além de incentivos a investimentos na área.
Outro ponto central do documento é a sustentabilidade diante do crescimento do tráfego de dados, que deve se intensificar até 2030 com o avanço de tecnologias como inteligência artificial, streaming e jogos online. A GSMA defende um maior equilíbrio regulatório e financeiro entre os diferentes agentes do ecossistema digital para viabilizar os investimentos contínuos na infraestrutura de rede.
Por fim, a GSMA sugere alinhar o crescimento do setor à agenda ambiental, por meio de incentivos para o desenvolvimento de infraestruturas eficientes e o uso de energia renovável, reforçando o papel da tecnologia na transição verde.
A organização defende que a articulação dessas medidas é fundamental para que o Brasil avance na inclusão digital e aproveite de forma mais ampla os impactos econômicos e sociais da conectividade nos próximos anos.
Brasil amplia cobertura móvel, mas 26% seguem offlineRelatório da GSMA aponta que redes 4G cobrem 94% da população, enquanto o 5G já alcança cerca de 70%
Economia2026-07-01T00:31:15.686ZAs redes móveis de quarta geração já alcançam 94% da população brasileira, enquanto o 5G cobre cerca de 70%. Ainda assim, mais de um quarto dos brasileiros segue desconectado, não por falta de sinal, mas por barreiras como custo e falta de familiaridade com a tecnologia. O dado integra um relatório divulgado nesta terça-feira (30) pela GSMA, entidade que representa operadoras de telecomunicações no mundo, durante evento em São Paulo. O documento reúne propostas para ampliar o uso da internet no país e reduzir a chamada “lacuna de adoção”. De acordo com o levantamento, 26% dos brasileiros moram em áreas cobertas por banda larga móvel, mas não contratam o serviço. O principal entrave apontado é econômico: a elevada carga tributária sobre serviços e aparelhos. Diante desse cenário, a GSMA defende que a conectividade seja tratada como política de Estado, integrando ações de educação, financiamento e regulação. Para a entidade, a simples expansão da cobertura geográfica já não é suficiente para solucionar o problema de inclusão. Representante das principais empresas do ecossistema global de telefonia móvel, a GSMA realizou pela primeira vez, nesta terça, o Digital Nation Summit. O evento reuniu autoridades públicas, lideranças corporativas, acadêmicos e representantes de organizações internacionais. O objetivo foi discutir caminhos que estão formando o futuro da transformação digital no Brasil, com um olhar para a conectividade, inovação e inclusão. A tendência, inclusive, é de desaceleração na expansão das redes. Levar infraestrutura a regiões remotas tornou-se mais oneroso, visto que a população desconectada está concentrada em áreas de baixa densidade demográfica. Como alternativa, o relatório sugere o uso de recursos públicos, como o Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) e a adoção de regras mais previsíveis para o uso do espectro de radiofrequência. O estudo também correlaciona o avanço da conectividade a benefícios socioeconômicos. Em áreas rurais, a chegada do 4G foi associada a uma redução média de 5,3% na taxa de pobreza ao longo da última década. Além do aspecto financeiro, o relatório identifica que o baixo nível de letramento digital limita os ganhos de produtividade e a inclusão plena dos usuários. O avanço de fraudes e golpes no ambiente digital também preocupa a associação, que propõe uma estratégia coordenada de cibersegurança com definição clara de responsabilidades entre governo, empresas e usuários, além de incentivos a investimentos na área. Outro ponto central do documento é a sustentabilidade diante do crescimento do tráfego de dados, que deve se intensificar até 2030 com o avanço de tecnologias como inteligência artificial, streaming e jogos online. A GSMA defende um maior equilíbrio regulatório e financeiro entre os diferentes agentes do ecossistema digital para viabilizar os investimentos contínuos na infraestrutura de rede. Por fim, a GSMA sugere alinhar o crescimento do setor à agenda ambiental, por meio de incentivos para o desenvolvimento de infraestruturas eficientes e o uso de energia renovável, reforçando o papel da tecnologia na transição verde. A organização defende que a articulação dessas medidas é fundamental para que o Brasil avance na inclusão digital e aproveite de forma mais ampla os impactos econômicos e sociais da conectividade nos próximos anos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/brasil-amplia-cobertura-mas-26-seguem-offline-1
Em crise com Flávio, Michelle deixa presidência do PL Mulher
Valdemar Costa Neto, presidente da sigla, disse ao SBT News que decisão foi da ex-primeira-dama, que vive briga com enteado e pré-candidato à Presidência