Justiça

MP propõe que argentina acusada de injúria racial no Rio pague R$ 98 mil a vítimas

Pagamento seria exigência para que turista tenha passaporte devolvido e possa deixar o Brasil

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Agostina Paez estava proibida de deixar o país, teve o passaporte retido | Foto: Reprodução/SBT Brasil - 17.01.2026

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) propôs que a advogada argentina Agostina Páez, acusada de injúria racial, pague R$ 98 mil a cada uma das três vítimas para deixar o Brasil. A proposta foi feita em resposta ao pedido da defesa, que solicitou à Justiça que a ré tenha o passaporte devolvido.

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A proposta ainda será analisada pelos advogados da argentina. Ela enfrenta julgamento na 37ª Vara Criminal desde a última terça-feira (24).

O caso aconteceu em janeiro deste ano. Agostina Paez foi flagrada cometendo ato de racismo contra funcionários de um bar em Ipanema, zona sul do Rio. Ela teve a identidade apreendida e passou a usar tornozeleira eletrônica, além de estar proibida de deixar a cidade.

Segundo a investigação, houve um desentendimento entre Agostina e suas amigas e um funcionário do bar, por causa de um suposto erro no pagamento. Ao sair do local, a argentina chamou o funcionário de "mono" ("macaco") e fez gestos imitando o animal. Ela também disse “negros de m*rda”, referindo-se aos outros trabalhadores.

O crime foi registrado em vídeo. As imagens foram gravadas pela própria vítima e mostram o momento do insulto racial. Em um dos vídeos, é possível ver que uma das amigas tenta impedir a argentina de continuar com os gestos racistas.

O crime de racismo é inafiançável e imprescritível, conforme a legislação brasileira. Casos envolvendo estrangeiros são tratados da mesma forma que os cometidos por cidadãos brasileiros.

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